Branca Gil

Chicão:

Duvido que a polícia considere a filha de Gil preta (exceto no nome). Mas é melhor não deixar os critérios de cor nas mãos da polícia.

O texto “Nem preto nem branco, muito pelo contrário”, de Lilia Schwarcz (História da vida privada no Brasil IV), arrola 136 designações de cores humanas no Brasil, incluindo alva-escura, quase-negra e similares. Cores são belezas – quanto mais cores, melhor. Direitos são para todos. Pretos e indios comeram o pão que os brancos DOMINANTES amassaram – porque teve e tem branco dominado. Agora: fico pensando nos pobres bolivianos que migram para o Brasil, são submetidos a trabalho quase-escravo – ou escravo propriamente dito. Seus filhos se classificarão em qual categoria? E vi mendigos descalços, de olhos azuis e cabelos louros, no frio de Guarapuava, PR.

Todo o apoio a pretos, quase-pretos, brancos e quase-brancos pobres, passando por índios e quase-índios pobres e pobres de qualquer uma daquelas 136 designações.

Mas estamos do mesmo lado, “viu?

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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