Burocracia cultural

Semana passada o leitor deste jornal pôde ver o titular da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto reclamar das ações engessadas da Fundação em razão da burocracia estatal que tem emperrado a implantação de alguns projetos. A reclamação não é de hoje quando o assunto é cultura – setor renegado por esta gestão e em maior grau em outros governos. Já está atrasada a iniciativa de enxugar a legislação da FJA. A começar pela extinção de dois ordenadores de despesa. François Silvestre, quando lá esteve, tentou e foi rechaçado pelo Governo. Ainda assim fez muita coisa. O atual gestor só reclama. A criação de uma secretaria de Cultura de certo eliminaria alguns entraves, como a necessidade, por vezes, do crivo da Secretaria de Educação, e de pouco aumentaria a máquina administrativa já que incorporaria a Fundação. Está na hora de fazer mais e reclamar menos. Já são quase dois anos de gestão e eu ainda pergunto: qual a grande obra de cunho cultural deste governo?

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