Cacá, o cinema e as pequenas intrigas

Quem teve a oportunidade de ver a entrevista do cineasta Cacá Diegues no Roda Viva dessa segunda-feira assistiu a uma grande aula sobre cinema brasileiro e sobre o Brasil mesmo.

Extremamente lúcido, profundo e desassombrado em suas respostas, Cacá traçou um histórico realista, porém otimista acerca de nossa produção cinematográfica. Por sinal, considerou o atual momento como um dos mais ricos de nossa história no que respeita à sétima arte.

Contribuiu deveras com a ideia de que se deve provocar a derrubada do muro entre a arte e a cultura produzidas na periferia e aquelas desenvolvidas nos espaços “centrais” urbanos.

Uma aula, de fato! Apesar das pequenas intrigas abortadas e da direitice chata de um dos entrevistadores, o Augusto Nunes.

Ah! E como faz falta o Paulo Markun!

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 18 de novembro de 2010 17:09

    Caro Marcos Silva,

    Ainda não tinha visto o seu comentário aqui neste post. Como sempre, tenho que reconhecer a pertinência de suas palavras e a contribuição enriquecedora que nos dá.

    Bye-bye Brasil é o meu preferido.

    Também acho que Cacá ganhou nota de louvor no convívio com os contrários. Nem todo muito tolera a opinião alheia, não é?

    Mas, você, meu caro amigo, tem se mantido com a mente e o espírito arejados para bons e frutíferos diálogos. Isso é que vale!

    Um abraço.

  2. Marcos Silva 17 de novembro de 2010 8:29

    Lívio e Sérgio:

    O programa foi bom mesmo. Embora considere a filmografia de Cacá irregular (filmes ótimos, como “Chuvas de verão”, “Xica da Silva” e “Bye-bye Brasil”, sucedidos por equívocos gritantes, como “Tieta” e “Orfeu”), o saldo lhe é positivo e essa retomada de “Cinco vezes favela” se revela oportuna.
    Também apreciei o convívio civilizado dele com a diferença.
    Abraços:

  3. Lívio Oliveira 16 de novembro de 2010 16:36

    É isso mesmo, caro Sérgio. Você teve a mesma percepção sobre o programa, né? Acho que foi um dos melhores com essa nova roupagem sob o comando de Marília Gabriela. Mas, acho que já foi bem melhor.
    Um abração.

  4. Sérgio Vilar 16 de novembro de 2010 9:43

    Rapaz, Lívio, concordo com tudinho que vc escreveu. Paulo Markun trazia outro nível ao Roda Viva. Cacá Diegues foi extremamente lúcido nas respostas e ainda deu show de paciência – aquele Augusto Nunes atrapalha todas as entrevistas do programa; quer arengar, e não entrevistar. E só uma correção: Cacá Diegues disse que o atual momento do cinema brasileiro era O melhor, e não um dos melhores. E olha que o cara citou o Cinema Novo como a melhor escola da cinematografia brasileira, e Terra em Transe o que de melhor foi produzido na área aqui no país.

    Inté!

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