cachalote

contra o dia

se jogou.

maremotos,

barco cheio

e avarias.

sem alvíssaras,

rota bandeira,

bússolas loucas,

arpões armados.

a chuva intensa,

tempestade,

brutas ordens,

travessia.

– capitão, capitão,

nada ainda da baleia branca!

– diga-me, então, imediato:

que nome darei ao meu ódio

que manca?

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 6 de junho de 2011 14:23

    Jarbas, você é o comandante de nosso navio em mares altos.

  2. Jarbas Martins 6 de junho de 2011 9:23

    Adoro o tema, meu velho Lívio.Adorei o poema.Sou um marinheiro da Caatinga.

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