cacto

A flor do cacto/ nasce sobre a pedra. Quem é mais dura? / A pedra ou a flor?!

A pedra por baixo/ por cima a flor. Quem tá por baixo? A flor ou a pedra?!

A flor de tão frágil morre primeiro. Quem é mais bela? A que dura mais?!

Isso é poesia? Não sei./ Nunca fui gênio/ nem preso na lâmpada.

Nem impetrei habeas-corpus a Aladim./ Só pra rimar vou pro Alecrim!

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. françois silvestre 12 de julho de 2011 14:05

    Você escreveu, Marcos, faz tempo, que o leitor reescreve o texto. Foi o que você fez agora. Eu nem havia notado essa onomatopeia. Valeu pelo comentário e a lembrança do poeta Saddock dos tempos do CPU. Abração pros dois. Poetas, subam a Serra que aqui tem bóia, birita e tipóia.

  2. Marcos Silva 12 de julho de 2011 13:13

    Gostei da onomatopéia de François: kakakakakakaka (pra Cacto). Viva a escrita em suas diferenças!

  3. José Saddock de Albuquerque 12 de julho de 2011 11:11

    Caríssimo François. Também estava brincando… Sei o quanto você é generoso… Lembro-me de suas aulas no velho CPU… Diga-me o Bar, e ai sim, podemos duelar. Kakakakaka… Abraços. Saddock.

  4. François Silvestre 12 de julho de 2011 10:47

    Kakakakakakaka…ótimo. Seu texto é poesia. O meu é gozação.

  5. José Saddock de Albuquerque 12 de julho de 2011 0:01

    A educação pela pedra
    é coisa que se impõe:
    seja ela pedra-vaso, pedra-decoração,
    que por sua resistência ampare a flor do Sertão;
    seja pedra-móvel, pedra-roladeira,
    que quando está na ladeira
    confunde quem a descreve;
    seja mesmo pedra-túmulo, pedra-dura-de-morrer,
    que dure mais que a flor que lhe viu, talvez, nascer;
    seja ela pedra-lâmpada, pedra-de-fogo-polida,
    cujo gênio não precise fazer nenhuma despedida
    para dizer que rimar é coisa obsoleta.
    Só pra rimar não falei da borboleta.

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