Cadê as Lapinhas e os Pastoris Clássicos?

Caros amigos:

Li os comentários do SP sobre os Autos Natalinos encenados em nossa Cidade do Natal. Estranhei muito o silêncio sobre os grupos tradicionais de Natal, Nísia Floresta, Touros, São José do Mipibu, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante e tantas outras cidades potiguares, que mantêm encenações clássicas e populares de Lapinhas e Pastoris. Eles possuem Poesia, Música, Coreografia e tudo mais, numa clave distante de Brodway e TV (com todo o respeito que esses espaços eventualmente mereçam). Não são empresas, sequer ONGs. São Cultura. Eles sobrevivem a duras penas, alguns estão inativos: visitei muitos deles há cerca de três anos, os integrantes dos grupos (muitos deles, idosos e pobres) guardam trajes, adereços e memórias com carinho, apesar da falta de dinheiro. Possuem um caráter ritual que a macumba pra turista não pode assumir.
Que fazemos deles, que fazemos de nós?
Em tempo: não sou inimigo de empresas nem ONGs, entendo que as tradições sofrem transformações. Isso não significa perda radical e esquecimento sepulcral.
Feliz Ano Novo para todos:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Go to TOP