Café com Poesia na Funcart

O Dia Nacional da Poesia começou com um pé na cultura popular na manhã desta quinta-feira, 14 de março. A Fundação Cultural Capitania das Artes trouxe o compositor, escritor e poeta pernambucano Lirinha (ex-Cordel do Fogo Encantado) para conversar com os artistas e lançar o livro ‘Mercadoria e Futuro’.

Aproveitando a presença do pernambucano, o professor e bailarino Dimas Carlos montou uma valsa em homenagem à música Verônica, de Luiz Gonzaga, interpretada por Lirinha e Gereba. A Funcarte também voltou a oferecer, na Galeria de Artes, o tradicional café da manhã para os poetas.

Durante uma hora, Lirinha contou sua experiência desde cedo com a poesia, ainda em Arcoverde, no sertão pernambucano, falou das influências e ofereceu ao público um repertório de poesias fincado na raiz popular. Ele lembrou também a convivência com o poeta potiguar Severino Ferreira, natural de Touros, durante andanças pelo Nordeste para declamar as próprias criações.

Durante a apresentação, Lirinha se mostrou incomodado com o fato de grandes poetas do país serem desconhecidos do público, como o próprio Carlos Drumond de Andrade. “De Drumond as pessoas só conhecem ‘no meio do caminho tinha uma pedra… ’ ou ‘E agora, José?’ Drumond é um famoso desconhecido e um desconhecido famoso no Brasil”, comentou.

O poeta pernambucano aceitou convite feito pelo presidente da Funcarte, Dácio Galvão, para participar como palestrante do Encontro Natalense de Escritores, confirmado para novembro deste ano.

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. sofia alice 14 de março de 2013 22:12

    Obg pela informação Tácito Costa, eu nao pude ir, pois pela manha eu dou aula, sou professora do município, e leciono pela manha.
    Meus agradecimentos pela informação importante.

  2. sofia alice 14 de março de 2013 17:46

    E os poetas potiguares ?

    • Tácito Costa 14 de março de 2013 18:13

      Sofia, vi muitos nos dois eventos, no da FJA mais gente do mundo acadêmico (UFRN e ANL, principalmente). E ainda teve a programação que Cellina organizou na UFRN, esta contemplou diretamente os poetas potiguares, acho que sua pergunta questiona isso. Enfim, foi evento para todos os gostos… e desgostos.

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