Cai o segundo muro de Berlim

Por Tácito Costa

Pela conotação política, histórica, mística e por mexer com o imaginário de milhões de pessoas, sobretudo nas Américas, o anúncio feito hoje por Obama de reatamento diplomático com Cuba, representa, guardadas sensatas proporções, a queda de um segundo Muro de Berlim. Pelo menos em sentido.

A guerra fria, como a identificamos durante décadas (comunismo x capitalismo), sofre sua segunda derrota. Foi a notícia do dia, certamente uma das mais importantes da década.

Louvo a sinceridade de Obama em dizer que o “isolamento não funcionou” e que será encerrada uma “uma abordagem antiquada que, por décadas, fracassou em avançar nossos interesses, e começaremos, em vez disso, a normalizar as relações entre os dois países”.

Reconhece, enfim, o que muitos historiadores, estudiosos e políticos vêm dizendo há muito tempo. O bloqueio norte-americano só dificultava a abertura política na ilha.

Natural a decisão desagradar aos conservadores, dos EUA e do Brasil (Aécio Neves deve ter perdido o dia com a notícia porque durante a campanha explicitou um pensamento identificado com o dos Republicanos e dos radicais anti-castristas de Miami).

Lembro ainda do acerto da política externa brasileira em relação à ilha, iniciada com Fernando Henrique Cardoso, pois é, com o guru do PSDB. Não foi Lula e nem o PT que inventaram a boa convivência política com Cuba, o PT apenas deu seguimento ao que foi iniciado pelos tucanos, que mais recentemente assumiram um discurso raivoso e sem razoabilidade política alguma contra aquele país. Erraram feio!

Acredito que a decisão dos EUA é o melhor caminho para fazer a Democracia avançar em Cuba. Essas ditaduras não tem mais sentido em pleno século XXI. Todas são execráveis.

Tenho dito.

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