Caio Fernandes lança “Madame Colette” sexta, dia 26, no Iate Clube

O escritor potiguar Caio Fernandes de Oliveira lança o romance “Madame Colette” sexta-feira, dia 26, a partir das 18 horas, no Iate Clube de Natal. A obra faz parte da Coleção Bartolomeu Correia de Melo, vol. 05, selo editorial Nave da Palavra e tem prefácio do jornalista Woden Madruga e orelhas escritas pelo poeta e presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-RN), Eduardo Gosson, que publicamos abaixo.
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Por Eduardo Gosson

Médico por profissão (dermatologista), professor aposentado da UFRN, Caio Fernandes de Oliveira é oriundo de uma linhagem nobre: sobrinho do poeta Jorge Fernandes, introdutor do Modernismo em terras potiguares.

CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA fez sua estréia literária com Amnésia Estratégica, em1983, Edições Clima, sendo bem recebido pelos leitores e pela crítica especializada. Com mais de 7 livros publicados na área da ficção e um na pesquisa histórica o IHGRN- História e Acervo (2005) em parceria com a confreira Arisnete Câmara, o que sobressai na sua escrita é a sua filiação aos clássicos da Literatura.

As suas estórias tem começo, meio e fim e são bem escritas. Moderação no uso dos adjetivos. Essas breves considerações são para dizer que CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é um Escritor de verdade que, agora, resolve nos brindar com um novo romance – Madame Colette-, ambientado na Ribeira, no período da Segunda Guerra Mundial . Sou testemunha de o seu fazer literário: detalhista, é capaz de escrever e reescrever quantas vezes for necessário para melhor traduzir uma ideia, um sentimento . Um bom Autor nos prende logo quando solta o verbo: “ A seca que castigava o sertão era implacável e distribuía miséria por todo lado. Com o pasto tórrido e os açudes secos, o rebanho fora quase todo dizimado e as crianças estavam esqueléticas e apáticas.. Foi nessa leva de deserdados, vítimas do rigor climático e do latifúndio, que veio Imaculada, que mais tarde se transformaria em Madame Colette, personagem central deste romance.. Veja como o Autor descreve Natal dos anos 40: “ A cidade era pequena e bem urbanizada, com largas avenidas cortando o seu traçado longitudinal e pequenas ruas no sentido transversal. As construções eram planas, com pouca verticalização e muita arborização nas ruas e nas residências. O clima era agradável e ameno, com uma brisa fresca e permanente vinda do Atlântico que ultrapassava as dunas e ocupava todo o seu espaço.” É neste cenário bucólico, transformado pela Segunda Guerra, com a presença de tropas americanas, que se desenvolve a trama deste romance. Da jovem ingênua que veio fugindo da seca não restava mais nada; agora, Imaculada se transformara em Madame Colette: “ observou-os enquanto se dirigiam para o quarto. Pensou nela quando jovem e nas perspectivas que poderia ter tido na vida se alguém tivesse lhe orientado nos momentos difíceis e imaturos da adolescência. A guerra e a presença de tropas americanas na pequena cidade modificaram completamente os hábitos e os costumes provincianos, inoculando a semente inicial da degradação do tecido social motivada pela identificação psíquico-patológica e não social e familiar, como tinha sido até então. A velha cafetina sentia as mudanças promovidas pela ocupação militar e lucrava com isso. Pretendia acumular dinheiro e bens para ter uma velhice tranqüila, longe da tensão e do desgaste da vida mundana.” Madame Colette sabe tudo sobre os habitantes e personagens desta cidade.Para ser cafetina é preciso ter os nervos de aço e vender a alma ao Diabo. A sua prosa não cansa e nos prende até o fim.

De parabéns o Dr. Caio ao trazer mais uma obra ficcional para os leitores, volume 5, da Coleção Bartolomeu Correia de Melo (prosa), selo editorial Nave da Palavra da União Brasileira de Escritores. Eis aqui um grande Escritor.

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