Campeonato de arte

Meu caro Tácito. Se tem uma coisa que me parece infantilidade teórica é essa história dos dez mais, dos cem melhores, do melhor disso ou daquilo em matéria de arte. Nem no esporte, que estabelece critérios de disputas bem definidas não se pode garantir essa escala rígida, pois muitas vezes não são os melhores que vencem. Imagine na arte. Quem é o Deus da arte, acima dela pra dizer quais são os melhores? E quem organiza esse campeonato nunca diz que é uma questão pessoal de gosto. Não. A arrogância estabelece a lista e ela se sacraliza. Sei não…

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François, concordo com quase tudo que você escreveu. O “quase tudo” aí é porque às vezes as listas dão notícias de autores importantes (ou não, só lendo para saber) que não conhecemos – no caso dos portugueses, alguns dos citados eu sequer sabia da existência -, o que acho positivo. Sei o quanto elas são subjetivas e idiossincráticas, por isso devemos ter cuidado para não cair na tentação de achar que são escolhas absolutas, acima de quaisquer outras preferências. Na arte, as escolhas, por mais “científicas” e criteriosas que sejam,  esbarrarão sempre na subjetividade de cada um.

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