Campus da UERN abandonados

Comunicado:
Nós Representantes Estudantis dos Campus de Natal e Mossoró
(principalmente) vimos por meio desta expor a situação de abandono e
desconforto, insegurança e negligência vividas na UERN.
Em anexo fotos do Campus Central, Faculdade de Enfermagem e Residência
Universitária Masculina, apenas para comprovar o que estamos
divulgando.

Fotos são de Geordânea Barros retiradas entre sexta e ontem (03 de maio).
Alguém e não me pergunte quem, disse certa vez que as imagens valem
mais que mil palavras, isso é verdade, como também tudo aquilo que
disse em meu último post sobre a “greve na UERN” (
http://jogonoli.blogspot.com/ ). Não estamos enquanto representantes
estudantis dirimir a imagem da instituição, não se trata disso, é algo
mais intenso e importante, nossa vida e segurança. Onde está a
segurança?

Hoje pela manhã um carro de um professor foi arrombado no Campus do
Natal. Ontem um aluno no Campus Central assaltado. E o que nos
protege? Em Mossoró apenas uma cerca frágil, com cordas plásticas, os
vulgarmente conhecidos ‘fitilhos’, ajudam a segurar os arames na
cerca, que me muito lembra comunidades rurais. O aspecto mais cruel
não está fora ou no muro que ainda não existe, reside dentro das
salas. Infiltrações, problemas elétricos, verdadeiras crateras em
salas de aula.

Esse cenário de chuva que não se sabe quando acabará,
nos sufoca e as vezes precisamos nos rebaixar por necessidade. Um que
busca as residências universitárias assim o fazem por estarem
distantes de suas famílias, vindos de outras cidades, espera-se no
mínimo um ambiente saudável, não é esse o caso da UERN. Estamos com
bolsas atrasadas desde setembro de 2010. Sem apoio a eventos
científicos e o que dizer dos esportivos? Alguém saberia dizer quantos
atletas a UERN inscreve nas olimpíadas universitárias? Com um único
ônibus fica difícil imaginar nossa participação maciçamente.

Poucos livros, baixa linha de pesquisa e extensão, feita basicamente por um
pequeno grupo de professores que devotam corpo e alma a essa
instituição. Não temos cursos de engenharias, nem tecnológicos ou
agrícolas, mesmo tendo campus na região da ZPE do Sertão assim
intitulada a ZPE de controle privado no vale do Açu, ainda muito
distante dos 50 mil empregos prometidos, isso claro pela
infraestrutura deficiente e com poucas perspectivas de melhorias a
curto prazo, mais uma vez emergência, esse tem sido o dilema e tema da
UERN. Remediar cada problema, adotar paliativos e adiar ao máximo
soluções sistemáticas e globais.

Os problemas são grandes, os
investimentos poucos, as obras paralisadas (caso do Campus de Natal ao
lado do Complexo Cultural de Natal que desde outubro está parado).
Queremos acordar e sentir prazer não apenas em assistir as aulas dos
cursos preteridos, mas e principalmente sentir vontade ainda que de
forma voluntária em participar do processo de criação e inovação da
UERN. Em projetos de pesquisa e extensão.

O que queremos é um ambiente
que não represente risco de morte ou qualquer perigo a integridade
física. Um pouco de liberdade com segurança. Uma vida acadêmica
produtiva e dinâmica. Um teto seguro, sem infiltrações ou buracos, e
que guarda-chuva precise ser usado somente no lado de fora da sala, de
preferência também do prédio, mas para isso é necessário cuidados e
reparos e que sejamos levados a sério. Somos seres humanos, pedindo
humanidade, esperando solidariedade e acreditando no valor da
transformação que somente a educação pode exercer e que infelizmente
poucos podem ter, e nós que temos sofremos para manter. Onde estão os
políticos que espalharam a UERN pelo estado sem preocupar-se com o
básico?

Certamente estão em algum lugar fazendo uso de regalias
parlamentares enquanto nós somos covardemente suprimidos e ignorados.
Queremos lembrar que apesar da idade, não somos covardes e iremos
lutar por aquilo que acreditamos: a liberdade, a igualdade, a
segurança e o bem-estar.


Cordialmente
Joel Gonçalves de Oliveira
Ciência da Computação
Presidente Do Centro Acadêmico Ada Byron
Campus do Natal – UERN
84 99332768
84 91157782


Comentários

Há 2 comentários para esta postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 3 =

ao topo