CANTO A CASCUDO

No dia do aniversário da cidade do Natal uma prece ao seu maior cantor e historiador.

Canto a Cascudo

Canta o homem o povo
O povo canta o homem
Luís da Câmara Cascudo
Colecionador de crepúsculos
De cristas do galo da igreja
Reza em noites-lobisomem
Há um homem no sobrado
Que balança a rede e sai
A pescar na rua das virgens
Assombrados ficamos nós
“Vem cá homem”— não vou
Um provinciano incurável
Vinte e quatro anos é muito tempo
Tempo de encantamento
E como se avoluma e agiganta
Esse homem que foge das linhas
E dos rótulos dos sábios.
Dom Luis do Sobradinho
O homem veste pijama
Gesticula
Balança
E encanta a cidade Natal
Do canto de muro ensina
Plural e Universalmente.
A religião do povo
Chama pela Imperatriz Porcina
Pede socorro à Donzela Teodora
Conta mais uma Bibi
Salve Dom Luís Cascudo
Toujours Louis Toujours.

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