Canto de amor às avessas

Natal, tenho-lhe todos os buracos
nos dedos
dos pés, encravados
e dentro
tumores de cimento, essência
engessável.

Natal, vou suicidar você de mim,
te renegar, Natal –
arrancar minhas próteses de você,
meticulosamente
pisar-lhe,
diminuir-lhe,
derrotar-lhe.

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. nina rizzi 11 de junho de 2011 11:02

    acho muito doida a relação dos potiguares com sua cidade…
    e não digo só por este belo poema, mas tudo que se lê aqui e acolá…

    beijos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo