cão

o meu cão
revira as últimas latas
em busca dos últimos ossos
que castigam sua velhice
o meu cão
perde seu olfato
como quem se perde
procurando seu norte
o meu cão
perde o brilho dos olhos
olhos de uma espera
que nunca acaba
eita dono vagabundo
o meu cão rasteja
nossa solidão
o meu cão
não mais uiva
como uiva ginsberg
em busca de trilhas
em estações esquecidas
bravo cão
seus latidos
são meus poemas
seus poemas
serão meus latidos

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 1 =

ao topo