Capitão Jota da Penha

Jarbas Martins

a Aluízio Alves e Woden Madruga

Sobre a lua da sela a mão se deixa
e a mão em inércia há muito o que sonhar:
sua República de ciência e esgar,
positivismos, Comte e o que mais seja.

Em vigília, na noite sertaneja,
cofiava o duro queixo exemplar;
se Tróia não havia por inventar,
qual Deus, ou Ideal, e que Igreja ?

Antes que a aurora menstruada exsurja,
em Juazeiro Eterna e Degradada,
o jagunço desperto cobra a senha:

“…que Progresso, que Ordem e Augusto Comte ?”
Feriu-o de morte. É a história ( outro a reconte )
do Valoroso Capitão da Penha.

Angicos, 25 de julho de 2009

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