Capricho número nada (Ode ao Sábado)

devolva o

olho que desliza

à bacia

das lamas.

*

parta,

oculto,

o osso

extremo.

*

perfura o jeans

à altura

do teu joelho

de javali.

*

à tinta do asfalto

acrescenta

gazolina e sangue

e lança fogueiras.

*

aguarda

que o porco

decrépito

largue as cinzas

do marlboro

sobre o próprio

cadáver.

*

e o pó que sobrar

do crânio estilhaçado:

destina-o ao velho

e tão celebrado

buraco.

+

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 12 comentários para esta postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

doze − 7 =

ao topo