Caravela Selo Cultural pode inaugurar novo momento da literatura potiguar

É complicado destrinchar a possibilidade colocada no título deste post. Assistimos um novo boom de publicações e editoras independentes. Temos eventos literários consolidados. E um público leitor aparentemente crescente. Então, por que um novo momento? Qual a novidade em uma nova editora já com cinco anos de atividade e com 47 títulos lançados? Talvez o fôlego das novas publicações e, principalmente, os planos de continuidade para o futuro.

São novos e oportunos projetos. Durante o Flin, com programação paralela realizada em Nalva Melo entre hoje e sábado (clique AQUI para conferir), serão lançados cinco ensaios biográficos de personalidades da cultura local, o primeiro número de uma revista anual, o Cordel Ecológico (de José Acaci e José Correia Torres Neto), o livro Ganhei o Mundo (de José Clewton), e o livro Registro da Arte Circense no Rio Grande do Norte, organizado por José Correia Torres Neto e com fotografias de Paula Geórgia Fernandes.

Estou com as novas publicações em mãos, à exceção do livro sobre a arte circense. Os cinco primeiros títulos da coleção Presença são, na verdade, ensaios biográficos. Não possui, portanto, o fôlego das quatro biografias propriamente ditas lançadas ano passado pela editora com recursos da Lei Câmara Cascudo, mas são títulos de bom conteúdo, tanto escrito quanto gráfico. Livros pequenos de 11cm por 17com, com 70 páginas em média. Tem apelo junto ao leitor. Acho um projeto promissor e um importantíssimo registro literário.

A revista Caravela está caprichadíssima. Pena ter regularidade apenas mensal. Faz lembrar a Perigo Iminente, editado pela Flor de Sal de Adriano de Sousa, cuja segunda e até então última edição foi lançada em 2011. Era anual também, mas ficou pelo caminho. A revista Caravela também foca o caráter formativo da literatura potiguar (a Perigo Iminente tinha também um alvo na formação do povo potiguar, penso, e com um projeto gráfico mais ousado). São textos muito bons, com linguagem mais acadêmica.

E tem ainda as outras duas publicações: o Cordel Ecológico, composto por 12 cordéis de José Acaci e crônicas do próprio editor do Caravela, José Correia Torres Neto, tudo com temática do meio ambiente, mas sem aqueles textos clichês ou cordéis de rimas piegas. É um livro de 150 páginas, com capa dura e papel reciclado da melhor qualidade. Como também é o livro capa dura com desenhos arquitetônicos de paisagens de viagens elaborados por José Clewton, intitulado Ganhei o Mundo. É um verdadeiro trabalho artístico.

O número de títulos publicados não diferenciam tanto a Caravela de uma Jovens Escribas, por exemplo, que publicou mais de 60 livros em uma década. A coleção Presença pode ter um parâmetro comparativo à coleção José Nicodemus, de Abimael Silva. Mas penso que o novo papel da Caravela seja a junção desses vários projetos e a essência deles, unido à ideia de continuidade e comercialização. Então, se a perspectiva prometida for comprovada, poderá despertar sim um novo momento na literatura potiguar, com ideias de apelo, bom conteúdo e muita leitura.

MUDANDO DE CONVERSA……………… A Cidade da Criança estará aberta hoje no turno da noite para receber o novo show de Valéria Oliveira. Show autoral e acompanhada por um timaço formado por Jubileu Filho, Raphael Almeida, Sérgio Groove, Rogério Pitomba, Aluízio Pisão e Sami Tarik. Imperdível!……………… E hoje também tem a abertura do Flin propriamente dita. Programação completa AQUI……………… Galera, please, cliquem AQUI e curtam o novo som de Mago daSilva. In-Própria Song. Mescla de surf music com rock bacanérrima……………… Tem livro novo vindo aí, celebrando 50 anos de poesia de Diógenes da Cunha Lima……………… O município de Lages e a região do Cabugi recebem a Semana Criativa, ação voltada aos artistas, artesãos e empreendedores criativos. Dias 10 e 11 na Casa da Cultura do município……………… Aconteceu ontem a posse oficial do Crispa Neto à frente da Zé Gugu. Falou-se em Seis e Meia!…………….. A galeria Newton Navarro da Fundação José Augusto recebe hoje a exposição “Cores, formas e reflexões”, da designer Juliana Juaquina. Vernissage às 19h e exposição aberta até 14 de dezembro, das 8h às 16h. Um trabalho inclinado ao cubismo, sem preocupação com proporção, perspectivas ou convenções. Veja:

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Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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