Carlos Drummond de Andrade ganha seu dia

Hoje, data do aniversário do poeta, tornou-se o Dia D, em que seus versos ganham vida na voz popular.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 31 de outubro de 2011 21:08

    Mãos Dadas / Carlos Drummond de Andrade

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.

  2. Marcos Silva 31 de outubro de 2011 20:18

    Drummond é ótimo poeta, precisa ser lembrado.
    Aproveito para divulgar o livro HISTÓRIA E POESIA EM DRUMMOND – A ROSA DO POVO, de Fernando Talarico (FAPESP/EDUSC), que foi meu orientando no Mestrado em História Social da FFLCH/USP.

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