Carmen perambula pela província ensolarada

Rinat Shaham in Bizet’s opera Carmen

Estou meio perplexo, excitado com a novidade, e ainda sem entender bem os detalhes da informação que vi lá no site do Cinemark. Se alguém souber mais sobre o que falarei agora, por favor, dê-me uns toques (Ôpis! Que é isso, rapá?).

É que teremos em breve, aqui em Natal (e em outras capitais brasileiras), uma das mais importantes e populares óperas: Carmen (aprendi a fazer esse destaque com Anne), de Bizet. Nada mais e nada menos!

Trata-se, pelo pouco que li, de uma co-produção da Royal RealD e da Royal Opera House de Londres.

E sabe onde será apresentada? No…cinema.

A estreia deverá ser em março deste ano de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pelo que li, somente acontecerão quatro especiais sessões: 12, 13,15 e 20 de março.

Um detalhe: Natal foi contemplada juntamente com outras 17 cidades. “Praças” maiores, como Recife, não verão o filme. Pelo menos não vi na lista.

Tomara que o Teatro Riachuelo acompanhe o Cinemark e torne real, um dia, a ópera em Natal. E em todas as suas dimensões…

Nesse dia, eu vou acompanhado com Jairo Lima, que é pra ele me explicar os detalhes da coisa.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Luana Rocha 17 de fevereiro de 2011 19:13

    Olá, Livio, sou eu que estou fazendo divulgação da ópera Carmen 3D que a Cinemark está trazendo com exclusividade para o Brasil agora em março. Gostaria de te enviar mais informações. Qual seu email? Já adianto que é a primeira ópera filmada em 3D, numa montagem da Royal Opera House, de Londres, legendada em português. Sob direção de Francesca Zambello e condução do maestro Constantinos Carydis, a montagem traz nos papeis principais a mezzo-soprano Christine Rice (Carmen), o tenor Bryan Hymel (Don José), o barítono Aris Argiris (Escamillo) e a soprano Maija Kovalevska (Micaëla). Abcs!

  2. Lívio Oliveira 14 de fevereiro de 2011 16:47

    Quero, inclusive, informar ao público leitor do SPlural que a Folha de São Paulo está lançando uma bela coleção de fascículos/DVDs de óperas fundamentais, eternas. As ilustrações de capa, que vi na internet, também são fantásticas.

    Agora, não aconselho aos potiguares procurarem nas bancas de revista…está cada vez mais difícil. Há o risco permanente de uma “descontinuidade colecionística”.

  3. Lívio Oliveira 13 de fevereiro de 2011 12:50

    Caro Marcos,

    Gostaria muito de saber quais são as reais necessidades técnicas que permitiriam a produção de uma ópera. Não sei, sinceramente. Talvez Jairo Lima, expert no assunto e homem inteligente e sensível, possa nos dizer. Ou outro leitor/colaborador do nosso SPlural.

    Mas, pela estrutura formidável do Teatro Riachuelo, acredito que eles (os projetistas e os proprietários) não seriam incompetentes ao ponto de não trazerem tal possibilidade para aquele que é considerado um dos mais modernos teatros brasileiros.

    De qualquer sorte, espero e rezo para que isso seja possível.

    Abraço.

  4. Marcos Silva 13 de fevereiro de 2011 12:27

    Lívio:

    Vi sessões desse tipo em Sampa – eram filmagens de apresentações no Met de New York.
    São legais mas ópera ao vivo é sempre melhor.
    O Riachuelo tem poço pra orquestra? O Alberto Maranhão não tem, para ópera tem que tirar umas fileiras de cadeiras e instalar a orquestra na altura do público, deve até prejudicar um pouco a visão.
    Agora: Natal possui condições musicais para montar ópera. O povo da Escola de Música da UFRN, certamente, daria conta do recado. Acho que até já houve experiências desse tipo, em escala um pouco menor.
    Abraços:

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