Carpe Diem poético

Assisti a dois filmes esta noite de temáticas semelhantes. Nada pensado. Muito pelo contrário. Queria mesmo eram estilos distintos. Por isso escolhi um clássico de Akira Kurosawa, Viver (1952), e outro de um diretor ainda desconhecido para mim, Julian Schnabel, O escafandro e a borboleta (2007).

Cada qual com seus méritos. São dois excelentes filmes cuja temática, no todo, retratam a importância de viver o hoje, como a manjada sociedade dos poetas. É raro um filme hoje exibir uma mensagem final de alguma originalidade. Melhor roubar velhas fórmulas, mesmo literárias, e aproveitá-las de forma poética ou inteligente.

Foi o que vi nestas duas obras-primas (arrisco a opinião). Filmes que emocionam. Até me veio à mente elaborar uma lista com os dez personagens mais tristes do cinema. De certo colocaria o chefe de sessão, da obra de Kurosawa, mesmo com aquele desfecho.

Acho que seria um exercício bacana enumerar estes dez protagonistas. Seria também desvendar um pouco da alma humana. Citaria também o carinha de Cinema Paradiso, por exemplo, consumido pela nostalgia doída. Ou ainda o músico de Morte em Veneza, corroído pela paixão platônica. Ainda o tetraplégico de Mar Adentro, condenado pela inutilidade do corpo – situação semelhante ao jornalista de O escafandro e a borboleta. São muitos…

Enfim, amanhã começa nova correria. Vou procurar algum carpe diem poético nas paisagens do caos.

Até!

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ View all posts ]

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