Carta escancarada a “Marina”

Por Sergio Vilar

Vou lhe dar um conselho. E de graça! Abandone o codinome, na surdina. Em seguida, adentre esta receptiva Casa sem maiores explicações. Chegue de mansinho para conhecer o terreno. Essa macharada às vezes assusta. Aqui e acolá alguém, de pileque, após tomar uns goles a mais de conhecimento, vomita arrogâncias. Nada demais. Da vida tudo se aprende. O Substantivo é masculino. Mas há pluralidade e carências femininas. Basta uma voz mais suave e emergem os deleites poéticos, as palavras floreadas. Então, fique Marina. Mas Marina, Morena (?), faça de tudo, mas faça um favor: não pinte seu rosto com as recomendações de Caymmi. Retire a tinta, a arte, o codinome e seja você mesma, em suas doces irresponsabilidades.

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