Cascudo no Senado

Exausto do trampo ontem preferi ficar em casa. E qual não é a surpresa de assistir na programação de sexta-feira à noite um mini-documentário sobre nosso Câmara Cascudo exibido pela TV Senado. Uma beleza. Muito mais pelas histórias, causos e relatos dos entrevistados. Escolheram bons nomes: a neta e coordenadora do Memorial Câmara Cascudo, Daliana; o poeta, presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras e freqüente visitante da casa do professor, Diógenes da Cunha Lima; e o escritor Tarcísio Gurgel. Muita coisa boa foi dita. Um panorama geral, mas com algumas peculiaridades como o descaso de Cascudo com a preciosidade de sua obra. Professor Tarcísio contou que Cascudo escreveu a história da literatura potiguar do século 20, até os anos 30. Para o restante estavam incumbidos Veríssimo de Melo e Manoel Rodrigues. Um escritor carioca, Artur Reis, visitou Cascudo e viu a obra escrita, jogada em cima da mesa. Ficou tão deslumbrado que levou para publicar no Rio de Janeiro. O livro nunca foi publicado e se perdeu pelos chãos cariocas. Os poucos depoimentos de Cascudo, com sua voz de fidalgo, também valeram. Bateu um orgulho danado de ser potiguar.

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