Catedral de Sal

Por Francisco Alves da Costa Sobrinho

Quem hoje me habita é uma inteira catedral de sal
Construída no seio da terra, escavada pela força abismal da água,
Esculpida pelos que restaram após soterramento de seres
Pré-colombianos reluzentes de ouro.

Quem me nutre, é a força desta palavra modulada,
De desespero e coragem, medo e afoitezas, indagação e crença,
Que sustenta a medula e induz a lançar-me no abissal silencio
Desta inexpugnável jazida que ora me habita.

Comentários

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  1. Jarbas Martins 11 de julho de 2012 11:36

    Francisco Alves da Costa Sobrinho,foi consagrado poeta, por unanimidade, num concurso da Fundação José Augusto, nos meados dos anos 80. Não me recordo do nome da obra premiada (ele nunca mostrou interesse em alardear esse feito, nem em editar seu livro).O segundo lugar foi para um pintor, médico e candidato à poeta – ,de nome também esquecido. Fiz parte da comissão julgadora, juntamente com Nei Leandro e Vicente Serejo. Isso faz parte da História, gente. Alô, pesquisadores e hsistoriaddores da nossa literatura.

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