Caudalosa a sala

Alma aberta o muco pinga
penetra o cetro do rei a testa
oca entorta a unha que rasga
a língua ao meio-dia escalda
(boca).

Asa encobre a teta da musa
o olho esconde a mágoa o olho
a saia da tua avó a anágua
recobro o sonho o sofá e a fé
(pouca).

A casa o quintal a manga sugada
o peito a dor um tento o patife
sessão da tarde em p&b e café
e sopa de letras de sede de soda
(palco).

A calma ardente o torpor o quente
caldo que deita entre os dentes ruins
roliços apertos de mãos cá embaixo
e a lambida: auréola escura que brilha
(peco).

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 2 comments for this article
  1. Jarbas Martins 31 de Janeiro de 2014 16:54

    mais lírico,brincalhão e inventivo,em nossa literatura, só Homero Homem, poeta Lívio Oliveira..justifico e dou fé.

  2. Lívio Oliveira 1 de Fevereiro de 2014 12:02

    Brincando aprendo, mestreamigo Jarbas!

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