Celebração poética

Poeta Wilmar Silva se apresenta no palco do Teatro de Cultura Popular

Muito boa a programação do Dia da Poesia da Fundação José Augusto, que aconteceu ontem à noite. Só perdi a apresentação da poeta Michelle Ferret, que começou aí pela 18 horas. Eu cheguei no TCP por volta das 19 horas e fiquei até o final, às 23 horas.

Parabéns a todos os envolvidos no trabalho, especialmente ao poeta Carlos Gurgel, que mostrou que pode contribuir muito com o fazer poético no RN. Mas quero fazer um registro. A programação começou com o teatro lotado, com umas 130 pessoas, nessa faixa, e chegou ao final com apenas umas 13 na platéia, cerca de 10 por cento.

Uma pena porque o esvaziamento começou justamente na segunda parte da programação, a partir das 22h, com a apresentação dos convidados de outros estados, os poetas Celso Borges, do Maranhão, e Wilmar Silva, de Minas Gerais, ambos acompanhados de guitarristas. Sentei ao lado das poetas Marize Castro e Diva Cunha e comentamos o esvaziamento.

A fuga de espectadores não teve nada a ver com as apresentações dos dois poetas, visto que muita gente saiu antes mesmo deles subirem ao palco, durante o intervalo.

Na minha opinião, a programação ficou muito extensa e foi prejudicada pela apresentação de duas bandas, Gato Lúdico e Grupo Escolar. Entre as apresentações de uma banda e outra o palco passa por mudanças e os instrumentos e o som precisam ser ajustados. Fora o tempo que as bandas levaram se apresentando.

Nada contra as duas excelentes bandas. Mas, se fosse absolutamente necessária a participação delas, era mais sensato ter deixado para o encerramento.

O episódio fica como lição, numa noite que foi muita rica culturalmente. Acho que muita gente foi embora por conta da hora avançada, por questões de transporte e segurança. Aquela área do TCP fica deserta à noite e oferece perigos reais a quem transita por ali.

Quem foi embora perdeu a oportunidade de conhecer as performances poéticas de Celso e Wilmar. A primeira, parecida com as de Plínio Sanderson e Carito, feitas no início da programação. A segunda, de Wilmar, surpreendeu-me. Pela radicalidade e originalidade. Um trabalho que deixaria os poetas oficiais, trovadores, parnasianos e neo-parnasianos potiguares de cabelo em pé, mas a esta altura não tinha mais nenhum a léguas de distância do Teatro de Cultura Popular. TC

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