Cercas

Cercas do meu sertão só
Pedras do meu Caicó arCAICO
pedras que cercam solidões
e casarões de duas águas.
Cercas do meu ser tão encurralado
Cercas de pedras e paus
Isolando as chapadas sertanejas
Cercas de Avelós marcando paisagens
Cercas de Cama com armação em arcos
No meu caminho uma cerca:
De ramada
De pau-a- pique
De enchimento
De pau em pé
Com passagem, passo ou passador
Se as pedras dividem – o coração
ajunta – o que o tempo esconde
nas dobras da grande civilização.
Sertaneja.

 

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Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 5 de março de 2015 16:31

    Obrigado amigos Danclads e Anchieta Rolim. Fico muita feliz com a leitura de voces.

  2. Anchieta Rolim 5 de março de 2015 16:01

    “… Se as pedras dividem – o coração…” Que beleza, meu amigo!

  3. João da Mata 4 de março de 2015 21:07

    Bonito é seu comentário Matheus D’Leon. Agradecido pela leitura. Forte Abraço.

  4. Danclads LIns de Andrade 4 de março de 2015 20:03

    Estas cercas separatistas – artifício dos homens – nada podem contra o sentimento unionista do poeta que em tudo vê um só sentimento: o Sertão.

    Belo, poeta, belo!

  5. Matheus D'Leon 4 de março de 2015 12:03

    Linda poesia num contraste mais que singelo observar o rosto do sertanejo marcado pelo tempo que mostra as rugas que mais parecem caminhos do tempo marcado em cada detalhes,uma mapa no rosto rugas que fazem viagem e a sabedoria aflora neste sertão a busca da vida em prosas e versos da rabeca chorando triste velho sertanejo.

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