Projeto do longa “Chico Doido de Caicó” é apresentado a gestores

O folclórico personagem Chico Doido de Caicó, cuja verve irreverente foi registrada em livro pela dupla de escritores potiguares Moacy Cirne e Nei Leandro de Castro, será levada ao cinema em 2021 pelo diretor poti-carioca Leon Góes.

Na tarde de terça-feira (03), o diretor Leon e o produtor executivo Arlindo Bezerra apresentaram o projeto cinematográfico a Prefeitura de Natal e foram recebidos pelo prefeito Álvaro Dias e pelo secretário de cultura Dácio Galvão.

O filme é uma homenagem às figuras icônicas da cultura popular do Rio Grande do Norte e nasce do desejo de Leon Góes de resgatar a memória daqueles que vivem da oralidade e como suas histórias e identidades atravessam gerações na memória coletiva.

Vale lembrar que o diretor, filho do escritor e educador Moacyr de Góes, saiu daqui ainda pequeno para morar no Rio de Janeiro, passando toda a adolescência ouvindo histórias do RN contadas pelos escritores que frequentavam a casa do pai.  

Na história ficcional roteirizada por Leon Góes, o marinheiro Francisco Manoel de Souza Forte, nome de “batismo” de Chico Doido, volta da morte para cobrar uma dívida de Margareth, o grande amor de sua vida.

Na companhia do seu Anjo da Guarda e também da dona Morte, ele sai nessa procura pela amada, e nos caminhos imaginários pela sua terra natal, vai encontrando personagens ainda vivos, reais e fictícios das mais variadas procedências.

Elenco e locação

Das locações, o Castelo de Bivar, em Carnaúba dos Dantas, está na lista de cenários revisitados — o lugar também foi cenário para o filme “O homem que desafiou o diabo”, dirigido por Moacir de Góes, irmão de Leon, que também atuou no longa-metragem como o Corcunda.

Nomes que foram citados no livro “69 Poemas de Chico Doido de Caicó” entram na história. Assim veremos os poetas Moisés Sesyon, Zé Limeira e Zé Areia, a Mãe de Pantanha, até poetas de outras terras distantes e eixos históricos, como Gregório de Matos e Augusto dos Anjos.

O elenco será composto de atores e não atores, tanto anônimos como pessoas da cultura local, como o dono do Sebo Vermelho Abimael Silva e o dramaturgo Racine Santos.

Foi convocado até o vendedor de frutas da feira de Pium, que o diretor considera “uma figura divertidíssima que encontrou nas caminhadas pelo litoral sul”. Leon está residindo em Cotovelo, litoral sul, há alguns meses.

Das locações, o Castelo de Bivar, em Carnaúba dos Dantas, está na lista de cenários revisitados — o lugar também foi cenário para o filme “O homem que desafiou o diabo”, dirigido por Moacir de Góes, irmão de Leon, que também atuou no longa-metragem como o Corcunda. É uma licença poética.

O diretor Leon Góes está às voltas com Chico Doido de Caicó desde a adolescência, a partir das histórias contadas no Balaio, fanzine de Moacy Cirne que circulava pela universidade da qual era professor.

Filme é uma homenagem a um dos ícones da cultura popular do Rio Grande do Norte

Em 2004, aproveitou o recém-lançado “69 Poemas” para levar a história ao teatro, com sucesso de público e repercussão na imprensa. Agora, Leon deseja imprimir em seu filme este Rio Grande do Norte rico e amado no coração daqueles seridoenses que viviam longe de sua terra. 

Leon Góes é diretor e ator, atuou principalmente no teatro. Fez “Baal”, pela qual ganhou o prêmio de ator revelação, “Os Justos”, “Fausto”, “Gregório” e “Escola de Bufões”, também com um Prêmio Mambembe de Melhor Ator.

No cinema fez “O Homem que desafiou o Diabo”, dirigido pelo irmão Moacyr Góes, “Tainá- A Origem”, “Tieta do Agreste” e novelas como “Laços de Família”. Confira trechos do bate-papo com o diretor Leon Góes.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 × três =

ao topo