Chico tem pressa em novo Disco

O Disco de Chico Buarque

Chico Buarque volta aos palcos e ao disco que escuto nesse domingo ensolarado com medo do sol. A maioria das dez canções do disco foram compostas pelo próprio compositor. No disco, gosto muito quando elas são cantadas em parceria. O que acontece em “Se eu soubesse” que tem a participação da cantora curitibana Thais Gulin. “ Sou eu” com a participação do sambista Wilson das Neves e “Sinhá “ que ele canta junto com o grande compositor e cantor João Bosco.

O disco começa com “Querido Diário” onde Chico narra o seu cotidiano, pensa em ter religião e diz que encontrou o amor cantando o discutido verso “ Amar uma mulher sem orifício”.

Chico revisita temas e faz homenagens. Em “Sou eu” ele canta com o sambista Wilson das Neves um samba que segue a estrutura textual do samba Sem Compromisso de Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro. Sou eu / Só que sabe dela sou eu / Quem dança com ele sou eu / Quem manda no samba sou eu.

Em” Barafunda” o compositor diz que a vida é bela, faz uma homenagem à verde-e- rosa e ao futebol “cantando Cartola ao romper da manhã”.
Numa das mais belas canções do disco “ Tipo um baião” , Chico cita Gonzaga e faz uma bela homenagem ao baião em tempo de São João.

“ Nina “ é um bela valsa idílica onde o compositor imagina “a cara que ela faz quando me escreve” . Nina diz que tem a pele cor de neve e dois olhos negros como o breu, Nina é nova, mas já chorou que nem viúva escreve o poeta Chico.

No novo disco Chico é um compositor maduro que tem pressa. Meu tempo é curto, o tempo dela sobra ( Essa pequena ). Depressa antes que um outro compositor me roube e toque e troque as notas no songbook ( Rubato ). Visita semioticamente temas e amores: ”O nosso amor / a nossa intima canção / com nossos segredos os mais picantes”. Chico está muito feliz com o seu no affair e canta com ela “ Se eu soubesse”. O amor não está com a cabeça na lua. Ah, se eu soubesse não andava na rua. Mas acontece que eu sorri para ti / E ai , larari, larari, por ai (linda ).
O amor também fica só. Em “Sem Você 2” escreve Chico:
SEM VOCE: É o fim do show… / Dei para falar a sós… / O tempo é todo meu… / É um silencio tal…

Belo disco assim com as aguas do mar que vem e vão. E no dia de ela ser minha não é o dia de eu ser sua como no horoscopo daquele astrólogo arbitrário. . Em essa pequena: meu dia voa e ela não acorda. Vou até a esquina, ela quer ir para Flórida …

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Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. horácio oliveira 10 de julho de 2012 13:36

    Sem comentários!

  2. João da Mata 10 de julho de 2012 11:07

    Valeu, Johnny
    Recebi de um amigo e achei bonito. Saõ coisas que acontecem na internet com vários autores famosos. Muitos textos são atribuídos ao Veríssimo e outros. Obrigado.
    Ja leu o que escrevi sobre o Higgs?

  3. Johnny Cavia 10 de julho de 2012 11:03

    Nessa tal nete tem que ter cuidado – e muito – nas atribuições.

    Cora Rónai tem até um livro sobre isso:

    ‘Caiu na rede’.
    http://livrocaiunarede.blogspot.com.br/

    Impressiona o numero de pessoas cultas que repassam textos – que muitas vezes são visivelmente diferentes, até para os mais leigos – atribuindo a ou b, sem checar a autoria.

    O pior no caso acima é que na primeira googlada os 5 primeiros resultados já desmentem a autoria.

  4. Johnny Cavia 10 de julho de 2012 10:58

    NÃO É DO CHICO BUARQUE
    Um grande equívoco

    Há mais ou menos uns 5 anos que o poema ou reflexão que transcrevo abaixo por título Solidão, percorre toda a Internet atribuída ao Chico Buarque. Deixo aqui um esclarecimento: trata-se de página de dois livros meus a saber, Ecos da Alma e Palavras para Entorpecer o Coração. Foi editada na minha coluna no Jornal Tribuna de Descalvado. Foi abertura de monografia da acadêmica paranaense Vera Lúcia Vieira que inspirou-se nele para escrever em espanhol “La Moderna Soledad Feminina”.
    Quando entrei em contato com o Curador Oficial do Site do Chico, ele respondeu-me laconicamente com tres linhas, que o Chico já teria dito à imprensa que não era dele. Perguntei então quando e em que órgão da imprensa ele teria se pronunciado mas sequer obtive resposta.
    E com isto o texto continua circulando, circulando, circulando, levando consigo uma bela foto do ídolo no Bristol de Paris.
    Bem, ao menos quem ler este artigo saberá a verdade e poderá me auxiliar passando a informação correta.
    Deixo aqui o link da edição em meu site oficial:
    http://www.fatimairene.com/poesia/solidao.htm

    SOLIDÃO
    Fátima Irene Pinto

    http://www.fatimairene.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1150119

  5. João da Mata 9 de julho de 2012 20:09

    Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
    Isto é carência.

    Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que
    não podem mais voltar… Isto é saudade.

    Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os
    pensamentos… Isto é equilíbrio.

    Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para
    que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.

    Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância.

    Solidão é muito mais do que isto.

    Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma…

    Francisco Buarque de Holanda

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