Chomsky pede que Chávez libere juíza venezuelana

O GLOBO

Intelectual diz, em carta aberta, que não há justiça em caso de Maria de Lourdes Afiuni

CARACAS – O conhecido intelectual de esquerda americano Noam Chomsky questionou a Justiça venezuelana nesta quarta-feira sobre o caso de uma juíza que recentemente teve a pena prolongada por mais dois anos e se encontra em prisão domiciliar. Tradicional defensor do chavismo, Chomsky pediu que Hugo Chávez liberte Maria Lourdes Afiuni (foto).

Em carta aberta, o intelectual pediu que o mandatário “atue de maneira consistente com os valores humanitários promovidos pela revolução bolivariana”. Maria Lourdes está presa desde dezembro de 2009, acusada de corrupção, mas nunca chegou a ser julgada. Para Chomsky, “não há garantias de um julgamento justo e imparcial” no caso da juíza. Segundo o documento, Maria Lourdes vive cercada por uma dezena de guardas, é proibida de falar com a imprensa e de sequer ter contato com o sol.

Maria Lourdes virou alvo de perseguição do Palácio de Miraflores depois de autorizar a libertação do banqueiro Eligio Cedeño, que aguardava julgamento por ter supostamente infringido leis de comércio com países estrangeiros. Logo após ser solto, Cedeño fugiu da Venezuela e pediu asilo nos EUA, alegando ser um “perseguido político”. Um dia após ser presa, Chávez discursou em cadeia nacional sobre as atitudes da juíza Maria Lourdes e chegou a dizer que ela deveria ficar detida por 30 anos.

Diversos grupos internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internaciona e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, já se pronunciaram a favor de Afiuni e exigem que a juíza recebe tratamento correto e um processo issento. Apesar das evidências, Chávez já negou diversas vezes ter influência sobre o Judiciário venezuelano.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × cinco =

ao topo