Cinema 2008: uma lástima!

Tenho me informado sobre lançamentos de filmes neste ano e até agora não vi um sequer de valia. O menos ruim foi O Caçador de Pipas, de um tal Marc Loster. E se o parâmetro de qualidade é esse, a coisa realmente está complicada.

Entre outros descartáveis estão O Melhor Amigo da Noiva, Fim dos Tempos e Rambo 4 (ao contrário de Rocky 6, ficou horrível). Assisti e não vi nada de relevante sequer para comentário. O Gângster (Ridley Scott) é de razoável pra ruim. O divulgado Ponto de Vista (Pete Travis) é de ruim pra ruim.

A danação de filmes da Marvel também foi um fiasco. Homem de Ferro (Jon Favreau), O Quarteto Fantástico (Tim Story) foram filmados para fãs. Fraco mesmo para um filme de heróis. Indiana Jones já escrevi dos erros ridículos. Uma leitora comentou que por ser um blackbouster fica imune à rigidez das informações, mas trocar idioma e lugares de países, como de Peru pra México, é demais.

A surpresa ficou para a segunda filmagem de O Incrível Hulk, agora com Louis Leterrier. O cineasta superou, visivelmente, o experiente Ang Lee (vencedor do Oscar com O Segredo de Brokeback Moutain). Ainda assim, sem muito brilho.

Para completar o time dos descartáveis, As Crônicas de Nárnia (prefiro muito mais as de Serejo), Sex and the City (não vi e nem quero), Sweeney Todd (tecnicamente razoável, mas chatinho), Wall-E (um filme de robô), Arquivo X: Eu Quero Acreditar (eu também quero!) e Bond 22 (sim, ele voltou: Bond, James Bond).

O panorama nacional também não vai dos melhores. Assisti O Engenho de Zé Lins e também achei muito “marromeno”. Nada perto de Jogo de Cena (Eduardo.Coutinho), Baixio das Bestas (Cláudio Assis), A Casa de Alice (Chico Teixeira), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima) e muitos outros que vi ano passado ou que foram lançados em 2007.

E também para citar outros excelentes filmes estrangeiros lançados em 2007 e até agora, pelo que sei, bem acima dos atuais: Juno (Jason Reitman), Sangue Negro (Paul Thomas Anderson), Piaf – Um Hino ao Amor (Olivier Dahan), Onde os Fracos Não Têm Vez (Os irmãos Coen) e o alemão A Vida dos Outros (Florian Henckel).

Caso esteja enganado, pelamordedeus me socorram e indiquem bons filmes produzidos este ano. Não quero passar batido. Sempre tem coisa boa pelos ares europeus, iranianos, argentinos, enfim. Se for bom, está valendo!

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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