Cinema e literatura brasileiros são fracos

Do professor da Usp e cabra bom desta plagas, Marcos Silva, lança o livro Cenas Brasileiras numa tarde de sol nesta terça-feira, no auditório da Escola de Enfermagem da UFRN.

O livro reúne uma penca de artigos analíticos sobre o cinema no período de 1928 e 1988, escritos por jornalistas, escritores e pessoas normais. Na apresentação do livro, pesquei esta primeira análise de Marcos, baseado numa afirmativa do crítico Antônio Cândido:

“O critíco literário Antonio Cândido, no ensaio clássico Formação da Literatura Brasileira, assinalou os limites desse campo nacional de produção e estudo, sem diminuir a fundamental importância, para os brasileiros, de melhor conhecê-lo:
‘A nossa literatura é galho secundário da portuguesa, por sua vez arbusto de segunda ordem no jardim das Musas. (…) Comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca. Mas é ela, e não outra que nos exprime. Se não for amada, não revelará a sua mensagem; e se não a amarmos ninguém o fará por nós. Se não lermos as obras que a compõem, ninguém as tomará do esquecimento, descaso ou incompreensão’.

Com as necessárias adaptações históricas e estéticas, esse raciocínio é também válido para o Cinema Brasileiro”.

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