Cinema, música e poesia

Não se pode esperar nada aquém de sensacional para o Cd Cineclube, com músicas compostas pelo poeta Lívio Oliveira e musicadas por Babal. Não bastasse o talento indiscutível de ambos, a idéia de Lívio em tematizar o álbum como homenagem aos cultores do cinema e cineclubistas elevam a qualidade da obra como algo trabalhado, coisa para poucos. Fosse pouco, as participações no Cd são do quilate de Geraldo Azevedo, Joca Costa (arranjador), Khrystal, Valéria Oliveira, Liz Rosa, Mirabô, Luciane Antunes (do qual sou fã!), Di Steffano, Isaac Sol, Airton Guimarães, Gilberto Cabral, dentre outros nomes importantes da música. O Cd chegou de São Paulo ainda quente como pão de padaria. A previsão de lançamento é para abril.

Abaixo, a canção As mulheres da cidade, interpretada por Geraldo Azevedo no Cd. Trata-se de uma homenagem a Fellini:

Quanta vezes, Giulietta?
Quantas vezes só?
Quantos trens peguei na vida?
Nessa doce vida?
No caminho da cidade,
Das mulheres da cidade,
Mulheres da vida.

Sem vergonha e sem idade,
Quantas vezes, oh!
Masina, Nessa longa sina,
Esperei para te ver?
Nua na retina?
Quantas luas e feitiços?
Quantas lágrimas?
Quanto viço?

Melhor não mentir.
Melhor te dizer:
Nunca fui um Casanova,
Louco por você.
Eu fui sempre um marinheiro
Da nave que vai
E atravessa o mar inteiro
Em busca do cais
Dos seios de minha mãe
Dos olhos do meu pai.
Ensaiei toda a orquestra
E no fim daquela festa
Encontrei você
Me guardei em você.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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