Cinema noir para hoje

O Cineclube Natal, em parceria com Nalva Melo Salão Café, apresenta hoje o filme Relíquia Macabra (1941), do diretor americano John Huston, considerado um dos maiores filmes noir da história do cinema. A sessão começa às 20 horas e a entrada custa R$ 2. O salão de Nalva fica na Ribeira, vizinho à Tribuna do Norte. A história do filme gira em torno de um grupo de pessoas que tentam, desesperadamente, colocar as mãos numa estátua coberta de ouro e cheia de jóias preciosas por dentro. Samuel Space, o personagem de Humphrey Bogart, é um detetive particular que é contratado por uma mulher misteriosa, envolvida com um homem sinistro. Contando sua história, Samuel logo percebe que a mulher está mentindo e, quando o seu parceiro é assassinado, descobre estar participando de uma complicada trama envolvendo a busca pela relíquia, enquanto diferentes personagens cheios de segredos vão cruzando seu caminho.

O filme noir é uma manifestação tipicamente americana (embora descendente do expressionismo alemão), primariamente associado a enredos policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. Tendem a utilizar sombras dramáticas, alto contraste, iluminação “low key” e película em preto-e-branco. Sombras de venezianas sobre o rosto de um ator enquanto ele olha através da janela são um ícone visual no film noir, já tendo se tornado um cliché. Apresentam personagens desesperados num universo desapiedado. Crime, geralmente assassinato, é um elemento que permeia a maioria dos films noirs, geralmente carregados de ciúmes, corrupção e fraqueza moral. A maioria contém certos personagens arquétipos (“femme-fatales”, policiais corruptos, maridos ciumentos, corretores de seguros e bodes expiatórios), locações famosas (Los Angeles, New York e San Francisco), e temática recorrente nos roteiros (tramas de assaltos, histórias de detetives, filmes de gangsters e de julgamentos).

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