Cinemas de rua e a desertificação do espaço público de São Paulo

Cine Rio Grande, em Natal-RN, deu lugar à igreja evangélica. Não existe mais nenhum cinema de rua na cidade.

A desertificação das ruas nas cidades contemporâneas é um dos sintomas mais graves da decadência da civilização urbana.

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Ronald 18 de agosto de 2017 12:01

    Amigos e amigas
    Muito didatico e sucinto
    Abraços, Ronald

  2. Andre Santos 15 de junho de 2011 13:17

    Estou procurando pessoas com conhecimento sobre as antigas salas de cinema em Natal e que possivelmente também tenham material sobre o assunto. Existe alguém interessado em ajudar ou ser entrevistado?
    Att,
    André Santos.
    Contato: andreelms@yahoo.com.br

  3. João da Mata 16 de janeiro de 2011 15:46

    Amigos, ,

    Frequentei muitas vezes o belas artes, Vi grandes classicos do cinema em
    suas salas. Morava pertinho ( Paraíso) e o cinema belas -artes , a livraria belas-artes, os sebos e Conjunto Nacional tudo aquilo fazia parte do coração de sampa e do meu.

    Vi muitos cinemas fecharem para bingos, igrejas, lojas, etc
    Em Natal vi fechar o Ode, São Luiz, Cine verde 1 e 2, Nordeste, Rex, etc

    Choro muiro

    saudosamente,

    Damata

  4. Marcos Silva 15 de janeiro de 2011 11:12

    Amigos e amigas:

    O texto de Bonduki é bonito e a escolha de uma fotografia do Cine Rio Grande (Natal) foi muito feliz. Entendo o fenômeno que Nabil aponta como privatização do espaço público. Os cinemas de ruas existiram enquanto foram lucrativos para as empresas mas, além disso, tornaram-se referências culturais de longa duração. Os cinemas de shopping existirão enquanto derem lucro similar ao das lojas – em Natal mesmo, tivemos um exemplo de ótimo cinema de shopping fechado para dar lugar a lojas.
    Vale lembrar que alguns espaços urbanos continuam sem cinemas nem de shoppings. Como é a distribuição dos shoppings em Natal? A zona norte, de expansão urbana, possui quantos shoppings? Quantos museus, quantas galerias de arte, quantos cinemas, quantos teatros e salas de concerto?
    Comento isso sobre Natal morando fora daí. Nas outras cidades brasileiras (e mundiais), não é muito diferente. Quanto falam das favelas cariocas, costumam lembrar de equipamentos públicos de estado (fundamentais, é claro), não citam tanto bibliotecas, cinemas, teatros, salas de concerto, galerias de arte…
    Sem esses equipamentos culturais, a barbárie campeia com o auxílio luxuoso da televisão – que, associada a outros espaços, poderia até ser legal.
    Abraços:

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