Cleudo Freire de volta à efervescente cena musical da cidade

Por Tácito Costa

…olhei a programação do Circuito Cultural Ribeira neste domingo e resolvi que só iria à noite, assistir aos shows de Cleudo Freire, cantando Caetano, e Bruna Hetzel, cantando Billy Holiday, o resto do dia tiraria para ler artigos, entrevistas e que tais, alguns compartilhei no Facebook e continuar a leitura de “O emblema vermelho da coragem”. Assim fiz. Comentei depois com o editor José Correia, com quem assisti aos dois shows, que fazia muito tempo que não via Cleudo se apresentar (a foto não ficou muito boa, esse meu celular é muito fuleira, desculpe aí, amigo, não sou comissionado da AL e nem tenho blog picareta), fiquei contente com o retorno dele aos palcos, no final do show dei os parabéns e ele me conta que estava há nove anos afastado da cena musical da cidade, dedicando-se à família. retorna agora com um projeto bacana, “Lado B”, em parceria com Nelson Coelho, resgatando as composições menos conhecidas de grandes nomes da MPB, o primeiro foi Caetano, na sequência deverão ser contemplados Luís Melodia e Chico Buarque, aquele mesmo que um playboyzinho descerebrado (é até redundante falar isso), outro dia chamou-o de merda, o projeto deverá continuar sendo apresentado lá em Nalva Café, onde ocorreu o lançamento neste domingo, torço por isso, acho o Nalva Café um espaço muito especial. as novas gerações talvez não conheçam ou tenham ouvido falar desse cara, mas ele fez andou fazendo pesquisas com o coco e outros sons genuinamente potiguares, e tinha uma presença destacada na vida cultural de Natal, acho que todos ganhamos com o retorno dele. este foi um final de semana de muito música na cidade, no sábado à tarde o Sesc da Cidade Alta promoveu música instrumental e à noite ocorreram apresentações da Sesi Big Band, no IFRN, Dorgival Dantas, no Riachuelo, e a já tradicional roda de samba na Associação Comercial, da qual estou quase um habituê, eu optei pela Big Band com participação de Taryn Spilzman, show que marcou o lançamento do primeiro CD da orquestra, que fez um show impecável. essa big band, a camerata comandada pelo padre Pedro e a Orquestra Sinfônica são luxos, tipo aqueles biscoitos finos do que qual falava Oswald (“Um dia a massa ainda comerá o biscoito fino que eu fabrico.”) e me fazem sonhar que estou num estado mais civilizado, menos atrasado e menos violento, lugar onde uma elite arrogante e ignorante adora uma sinecura, embora seja moralista, leia a Veja, marche contra a corrupção nos atos favoráveis ao golpe e celebre nulidades, afinal, “Isso é Natal e ninguém se dá muito mal” – desde que você não seja pobre e não tenha padrinhos políticos, claro…

Comments

There are 3 comments for this article
  1. Cleudo 11 de Abril de 2016 2:32

    Dhow de bola o seu texto e a foto, registrou o Lado B muito bem. Muitíssimo obrigado, espero vê-lo nos próximos. Abs, Cleudo Freire

  2. foca 11 de Abril de 2016 8:29

    E eu feliz por vc chegar sempre nas nossas atividades, essa cidade precisa mesmo é de cultura e senso crítico, de resto a gente vai levando com fé na taba, garra e olhos de lince! Beoijos!

  3. Julio Lima 12 de Abril de 2016 18:24

    Ver Cleudo voltar a cena e um prêmio para a cidade. Um cara humilde e extremamente talentoso do qual sou fã. E já que um certo gestor disse que não temos um chico Science,por isso não temos direito a um cache digno pois não temos representatividade, mal sabe ele que Cleudo aparece entre as 10 maiores influencias de Science e creio eu que de muitos outros artistas. Parabéns pela reportagem Tácito, vc e Cleudo me representam!!!

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