Coisas do mato

fogo

Fiz uma fogueira.
Nela, para perfumar,
Coloquei côcos…
Hum…
Costume, ritual para festejar a noite.
Coisa de quem mora no mato,
São coisas tão simples…
Perto da fogueira pus uma cadeira
E ali fiquei… A pensar em tudo
Que tão poucos vêem e tão poucos têm…
Pus-me a olhar a dança do fogo…
Fumaças como serpentinas
Roupas no varal… Valores sem preço
Vida de índio,
Sorri (…)
Os pirilampos dançando na noite,
O belo… E este cheiro… Para mim… Felicidade…
As chamas feito bailarinas…
Perfumando o mato
Faíscas,
Fumaça,
Cheiro de lenha…
Meu pensamento…
Noite, na escuridão vagueia
Cortina de saudade…
Fim de tarde
QUIETUDE…
Cinzas…
…E
Chama…
Sentimento vivo.
FELIZ SOLIDÃO
Rede na varanda…
Fogo, violão…

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Jarbas Martins 12 de fevereiro de 2011 10:44

    danças do fogo
    quietudes
    sepertinas

    quase-haicais queimam-se dentro dos teus poemas.bjs.

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