Coleção Brasiliana Itaú

Publicada originalmente com acompanhamento musical em Coleção Brasiliana Itaú.

Uma exposição ao mesmo tempo magistral e instigante, com obras adquiridas por Olavo Setúbal no curto espaço de 8 anos.

O fantástico acervo desta coleção abrange todas as fases da história do país, desde as Capitanias até hoje, estando expostas as obras antigas de maior valor.

A dúvida que me surgiu é quanto à origem dos recursos necessários à sua criação. Vieram da fortuna pessoal de Olavo Setúbal, de dinheiro do banco, portanto dos acionistas ou de renúncia fiscal, sendo então propriedade do contribuinte? E aí a curiosidade quanto à guarda, ao acesso e a possibilidade de serem objeto de negociação futura.

Imagino que este acervo, sendo adquirido num curto período, terá custado muito mais caro do que se tivesse se formado durante uma vida, como foi a criação da Brasiliana de José e Guita Mindlin, doada à USP.

As obras constantes no acervo do MASP tem a origem dos recursos necessários à sua aquisição, descritos ao lado de cada uma, onde estão nomeados os doadores.

Abaixo das imagens colhidas da internet, apresentação feita no guia da Folha de São Paulo.






FERNANDO MASINI
do
Guia da Folha

Divulgação
O britânico Samuel Walters retrata o resgate de passageiros, uma das obras expostas no museu
O britânico Samuel Walters retrata o resgate de passageiros; obra está exposta na Pinacoteca

Mais uma exposição resgata o trabalho de viajantes que cruzaram o Brasil no passado e deixaram obras cujo valor artístico se equipara ao histórico. Depois de Hercules Florence e da expedição Langsdorff, ambas em cartaz, a Pinacoteca recebe, a partir de sábado (6), a “Coleção Brasiliana Itaú”, com 300 itens que ajudam a contar a história do país.

“É reflexo de um interesse maior de todos pela arte do passado”, diz o curador Pedro Corrêa do Lago. A mostra traz mapas, ilustrações, pinturas e objetos que passaram pelas mãos da família real portuguesa.

Um dos registros mais fascinantes é a “Vista da Cidade de São Paulo” (1821), de Arnaud Julien Pallière, uma das raras telas que retratam a cidade antes do advento da fotografia. Já gravuras de Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas ocupam uma vitrine que retrata a vida dos escravos.

Lago defende que “essas obras documentais têm grande valor artístico”, sendo que, às vezes, reproduzem uma visão romantizada. Ele destaca como exemplo de exuberância estética a vista de São Luís do Maranhão pintada pelo italiano Giuseppe Leone Righini.

Pinacoteca do Estado – pça. da Luz, 2, Bom Retiro, região central, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3324-1000. Ter. a dom.: 10h às 17h30 (c/ permanência até as 18h). Abertura 6/3. Até 2/5. Ingr.: R$ 6 (sáb.: grátis). Estac. grátis. Classificação etária: livre.

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