Com manteiga…sem manteiga…

Alguns dizem que tenho olho de revisor de jornalão. Eu discordo e digo que o que acontece comigo é que vejo o mundo com os olhos esbugalhados de uma perplexidade adoidada. Mas, sei que percebo bem as coisas…

Hoje, por exemplo, enquanto estava tomando o meu café matinal (que lindo isso, hein!?), parei para ler (mania danada!) os rótulos dos produtos sobre a mesa. E olha só o verdadeiro poema que encontrei no pote de manteiga Itacolomy:

Datas de fabricação,

validade e lote,

no fundo do pote.

É claro que isso é pura poesia. Né não, Jarbas? Né não, Laélio? Né não, Carito? E diz muito, muito, muitíssimo. Diz tudo, camará!!!

Por sinal, poemas de toda sorte eu vejo pelo mundo afora. Às vezes, alguns não vêm acompanhados com manteiga…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 15 de fevereiro de 2011 10:28

    Querida Anne,

    Bom ter o seu olhar doce e amistoso.

    Beijinho!

  2. Anne Guimarães 15 de fevereiro de 2011 7:44

    Gostei, Lívio!
    A poesia vive em tudo.
    Rsrsrsrs… só você pra perceber certas coisas.
    Beijos ternos.
    🙂

  3. Laélio Ferreira 14 de fevereiro de 2011 19:07

    Concordo, mas são muito poucos. Os poucos são bons, alguns ótimos, até!
    Viva, pois, a poesia e a democracia do Substantivo!

  4. Lívio Oliveira 14 de fevereiro de 2011 18:23

    Tem muita coisa boa, também, sem viajar na maionese, digo, na margarina.

  5. Laélio Ferreira 14 de fevereiro de 2011 16:45

    PACOTE DE MARGARINA…

    À direita, muita ação,
    poesia avant, de lote,
    tudo cabe, neste pote…!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo