Concisão

Este conto faz parte do novo livro de Dalton Trevisan, “O Anão e a Ninfeta”. Hilário.

PROGRAMA

– Vamos, bem?
– Quanto?
– Dez.
– Onde?
– Logo ali.
– Tá.
– Chegamos.
– Se alguém vê?
– Não tem perigo.
– Dez. Tome.
– Com dente?
– Hein?!
– Veja. Sem dente.
– Não. Sim.
– Qual é?
– Sim. Fique.
– Tá bem.
– Mas não morda.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. nina rizzi 16 de setembro de 2011 16:47

    lembra uma modinha que se canta lá no interior paulista:

    – você me dá?
    – dô, dô.
    – o buraco de cagá?
    – tá, tá.
    – o seu pai num dana, não?
    – não, não.
    – eu te pago um guaraná.
    – tá, tá.
    – então segura que lá vai.
    – ai, ai!

    Um beijo!

  2. Jarbas Martins 15 de setembro de 2011 22:04

    Isso é poesia,Carlão.E Manuel Bandeira ou Oswald de Andrade assinaria este texto.Por isso sou leitor de Dalton Trevisan, desde quando eu tinha meus 15, 16 anos.Aliás, ele sempre disse que gostaria de chegar do conto ao soneto. e deste à concisão do hai-kai. Faltou dizer que desta forma chegaria à plenitude do silêncio.E chegará, sim, não tenho a menor dúvida.

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