Confira o resultado da 10ª edição do Concurso de Poesia Luís Carlos Guimarães

Mesmos nomes, mesmos premiados. Falam tanto de uma nova geração de poetas. As editoras Tribo e Jovens Escribas publicaram alguns bons livros dessa nova txurma. Mas o resultado do Concurso mostra também a poesia pulsante de Currais Novos, muito provavelmente influenciado pelo trabalho realizado no Casarão da Poesia. Segue o resultado com mais uma loa ao colega jornalista Cefas Carvalho!

01° LUGAR “Peso” de Cefas de Carvalho Silva (Parnamirim)
02° LUGAR “Preenchendo Vazios” de Maria Marcela Freire (Currais Novos)
03° LUGAR “Para as Tardes da Chuva” de Paula Erica Batista de Oliveira (Currais Novos)

Menções honrosas:

1. “De novo Jardim” JEAN SARTIEF AMORIM DE FREITAS (Macaiba)
2. “Contemplação da Beleza” PAULO DE MACEDO CALDAS NETO (Natal)
3. “Nísia” SEVERO RICARDO SILVA NETO (Mossoró)
4. “Funduras” JEANNE ARAUJO (Ceara Mirim)
5. “Burocrata” WENYA DANTAS ROMARIZ MACHADO (Parnamirim)
6. “Lapso” PAULO HENRIQUE ALVES PINHEIRO (Natal)
7. “Homem” JEOVANIA PINHEIRO DO NASCIMENTO (Natal)
8. “Palavras” SHUARA CAMARA DAVI (Parnamirim)
9. “Casa” AUGUSTO BERNADINO DE MEDEIROS (Natal)
10. “Parahyba” FRANCISCO JUNIOR DAMASCENO (Martins)
11. “Venha ser de mim” THIAGO RODRIGO LIMA DE MEDEIROS (Natal)
12. “Sou comum demais para ser poeta” MARIA JOSÉ GOMES (Currais Novos)
13. “Volúpia” TATIANA DE MORAIS BARBOSA (Natal)
14. “Roda Gigante” MARINA REBELO CALDAS (Natal)
15. “Flores para Alípio” IARA MARIA CARVALHO (Currais Novos)

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 18 comentários para esta postagem
  1. François Silvestre 10 de agosto de 2015 18:12

    Se não em literatura, pelo menos contribui em circulação. A jugular serve pra isso. Viva, circula e vive. Cortada, derrama e morre.

  2. Eugênio 10 de agosto de 2015 14:18

    Esse poema do Bukowski, (via Celina) foi também na jugular. Aliás, dependendo das carapuças vestidas, acho que não vai sobrar pescoço nessa terra de Poty. rsrs

  3. Cellina Muniz 10 de agosto de 2015 12:05

    A propósito de toda essa discussão, um poema de Bukówski

    Então queres ser um escritor?

    Se não sai de ti a explodir
    apesar de tudo,
    não o faças.
    a menos que saia sem perguntar do teu
    coração, da tua cabeça, da tua boca
    das tuas entranhas,
    não o faças.
    se tens que estar horas sentado
    a olhar para um ecrã de computador
    ou curvado sobre a tua
    máquina de escrever
    procurando as palavras,
    não o faças.
    se o fazes por dinheiro ou
    fama,
    não o faças.
    se o fazes para teres
    mulheres na tua cama,
    não o faças.
    se tens que te sentar e
    reescrever uma e outra vez,
    não o faças.
    se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
    não o faças.
    se tentas escrever como outros escreveram,
    não o faças.

    se tens que esperar para que saia de ti
    a gritar,
    então espera pacientemente.
    se nunca sair de ti a gritar,
    faz outra coisa.

    se tens que o ler primeiro à tua mulher
    ou namorada ou namorado
    ou pais ou a quem quer que seja,
    não estás preparado.

    não sejas como muitos escritores,
    não sejas como milhares de
    pessoas que se consideram escritores,
    não sejas chato nem aborrecido e
    pedante, não te consumas com auto-devoção.
    as bibliotecas de todo o mundo têm
    bocejado até
    adormecer
    com os da tua espécie.
    não sejas mais um.
    não o faças.
    a menos que saia da
    tua alma como um míssil,
    a menos que o estar parado
    te leve à loucura ou
    ao suicídio ou homicídio,
    não o faças.
    a menos que o sol dentro de ti
    te queime as tripas,
    não o faças.

    quando chegar mesmo a altura,
    e se foste escolhido,
    vai acontecer
    por si só e continuará a acontecer
    até que tu morras ou morra em ti.

    não há outra alternativa.

    e nunca houve.

    Henry Charles Bukowski Jr

  4. Mateus Maciel 9 de agosto de 2015 18:29

    Então, eu não participei do concurso mas é assim:
    acho que replicar assim não adianta, como professor bruno fez.
    até por que essa galera que reclamou não falou do universo inteiro.
    natal tem sim, ótimos poetas que, infelizmente não participaram do concurso. uma pena.
    talvez ganhassem? não sei. tenho meu pé atrás também. é muito fácil considerar a arte do amigo boa do que a de um completo estranho, acho eu.
    talvez fosse bom também uma reflexão: quantos foram os candidatos aceitos? e quantos sairão nesse, digamos assim , pódio?
    digamos que 100 pessoas se candidataram, por exemplo. e que dessas saíram esse 18, e que desses 18, uns 3 já ganham mais de uma vez o concurso.
    isso é correto? ganhar novamente um concurso que devia se propor a mostra novas faces por aqui na poesia?

    pedro c. falou uma coisa importante ali: cadê o tal livro do ano passado? eu vi os resultados e não vi livro nem nada.

    outra: a cultura do estado não anda a tantas assim pra trás não. acho que ela anda equilibrada. sinto falta apenas de um circulo independente, que não mire nenhuma lei de incentivo ou concurso, vide essas feiras independentes de são paulo e afins.

    enfim, queria tentar equilibrar essa decisão, nem sei se consegui isso.
    forte abraço.

  5. François Silvestre 9 de agosto de 2015 17:25

    Kakakaka… ótima discussão. Na minha jugular! Quem mandou eu me meter?

  6. Professor Bruno 9 de agosto de 2015 16:44

    Bando de despeitados. Não ganharam o concurso e agora ficam falando mal de tudo e de todos. E o que é pior, ficam se escondendo atrás de nomes fakes. Nem coragem de assumir o que falam, tem .
    O povinho sem caráter. Por isso que as coisas por aqui só andam pra trás. Graças a vcs hipócritas disfarçados de intelectuais.
    Se quiserem, pode me procurar, aqui na Escola que dou aula (Atheneu) que a gente toma um café, pra debater mais e melhor, nao preciso me esconder atrás de nomes fakes. São vcs que colocam a cultura do nosso Estado para trás.
    Sepulcros Caiados.

  7. Pedro C. 9 de agosto de 2015 14:29

    Com a devida permissão, faço minhas as palavras de Hércules Bellucio . Na jugular…

  8. Hércules Bellucio 8 de agosto de 2015 18:00

    As opiniões de Alex de Souza e Thiago Gonzaga fazem parte do mesmo problema do concurso: maus escritores até doer, terríveis! Reduzir crítica à despeito é conveniente para quem também mama nas mesmas tetas do porco poético potiguar. Nada pessoal, preciso ser franco. Vá olhar o que os juízes do concurso escrevem, pela amor de deus… Carlos Gurgel nunca escreveu um poema sequer razoável. Aluízio Matias não entende de poesia, só de política. Os demais não são críticos bons, acho. É irresponsabilidade colocar juízes da mesma turma, nível (baixo) e geração num concurso público!

  9. François Silvestre 8 de agosto de 2015 16:30

    Com a devida permissão, faço minhas as palavras de Alex de Souza. Na jugular…

  10. Pedro C. 7 de agosto de 2015 23:47

    na verdade acho que o quê critico potiguar é um pouco aquém dos dos outros estados.
    é uma falta de estilística nos poemas e nos poetas. um sentimentalismo mongoloide quase como mingau pra agradar todos os seres humanos da face da ribeira. é quase sempre uma copia mimetizada do que o leminsky o chacal o cacaso fez (e afins) que poxa, meio triste. ninguem tenta copiar ana cristina cesar, por que diabos será?

    o fazer poético é quase que idêntico entre os poetas. se você jogar o poema “vencedor” na mão de alguém que conhece medianamente os poetas, é quase que tanto faz como tanto fez. confundível até com os “poemas” que soltam nessas paginas do facebook. é um uso comum de palavras, uma prostituição do lirismo que deus me livre.

    acho que merecíamos um critico punk. que não fosse na onda de bajulações ( como está estampado em parte da comissão julgadora e nos “campeões” ) e que metesse o pau mesmo. não ligasse se “tirassem ele de suas rodinhas de bar” por que ele estaria mais preocupado em tentar ajudar a solidificar uma literatura poética contemporânea potiguar potente ( como se vê em pernambuco, sergipe ). seja uma literatura de rua ou uma mais requintada. criar uma parada que alguma pessoa de outro estado lesse e pensasse “isso tem estilo. isso vem da onde?”

    outra coisa: ainda não saiu, até aonde sei, o livro com os resultados do ano passado.

  11. Clarice 7 de agosto de 2015 22:54

    Retalhos de palavras

    Ontem eu tive uma inspiração diferente
    E decidi escrever pequenos sonetos
    Podem estar escritos erroneamente
    Mas apresentam seus quartetos e tercetos

    Não sei se haviam escritores charlatães
    Também não sei se eu não tenho um bom talento
    Mas no concurso Luís Carlos Guimarães
    Minhas palavras viraram poeira ao vento

    Meus versos simples de criativa inocência
    Que revelei sobre a velha antiga ciência
    Hoje serão guardados somente para mim

    Felicidades aos grandes belos poetas
    Que escreveram com formas muito corretas
    A expressão do derivado do latim

  12. thiago gonzaga 7 de agosto de 2015 21:27

    Parabéns para todos os ganhadores.
    Fico feliz, sobretudo pelos poetas do Seridó.
    Venho defendendo, ha algum tempo, que eles tem feito a melhor poesia do Estado na atualidade.
    Parabéns também para a comissão, realmente pessoas capazes e qualificadas.

  13. sofia 7 de agosto de 2015 19:50

    Luís Carlos Guimarães deve estar nesse momento morrendo de novo no tumulo.
    Nunca vi tanta poesia ruim e tantos maus poetas reunidos num lugar só.
    Coitada da poesia potiguar. Parece que vamos sempre depender de Jorge Fernandes e Marize Castro.

  14. Alex de Souza 7 de agosto de 2015 19:20

    De parabéns os vencedores, faltou divulgar a comissão julgadora. O resto é despeito, nossa maior especialidade.

    • Sergio Vilar 7 de agosto de 2015 20:38

      Alex, a comissão foi formada por Lívio Oliveira, Rizolete Fernandes, Aluízio Matias, Carlos Gurgel e Erivaldo Lima. Eu só li o poema de Cefas e gostei. Não sei se para primeiro lugar, mas achei muito bom. E a comissão tem condição de avaliar muito bem e sob diferentes visões do fazer poético.

  15. Paulo Henrique 7 de agosto de 2015 14:22

    A boemia do beco da lama outra vez mostrou sua endogamia doentia com a FJA. Ver velhos maus escritores parasitando as oportunidades de jovens escritores promissores é desanimador pra quem sabe reconhecer poesia competente… Escritores mancos como Cefe, Tatiana, Adélia e Jean não entrariam nem entre os 20, num ranking de concurso sério. Consórcio de fanfarrões, petistas ou poetas ruins? Acho que tudo isso, meu deus, é o fim do mundo. A gestão de Rodrigo Bico mediocrizou um prêmio outrora ilustre.

  16. Jaime Cardoso 7 de agosto de 2015 13:54

    nossa… que novidade… meu deus… serio não serio… que novidade…

  17. Hércules Bellucio 7 de agosto de 2015 12:41

    Kkkkkkkk… Essa Fundação José Augusto é brega demais, cara. O resultado, que veio atrasado, está ridículo, político, suspeitoso! Os três primeiros lugares são péssimos, gente que faz mais trocadilho de ginasial que qualquer outra coisa. Algumas menções honrosas conseguem ser piores ainda. Os juízes bem poderiam se enforcar de boa poesia. A FJA é uma pedra no sapato da poesia potiguar. A literatura potiguar foi traída!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo