Conformismo

Por Shannya Lacerda

De mãos dadas penso o futuro, enxergo o mundo. De mãos soltas não vejo nada a não ser grades, correntes e muros. É difícil ter mãos negras! Preciso alvejar. Senão as portas nunca

abrir-se-ão para eu puder, sem receios, passar. De mãos presas, atadas, posso até sonhar, esquadrinhar a alvorada quando me libertar e assim enraizar-me em outro lugar.

Por enquanto, preciso continuar cativo, alvejando sempre a negritude de meu destino, de minhas fortes e calejadas mãos amareladas.

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