Contardo, como sempre

Caros amigos:

Li o escrito de Contardo Caligaris sobre o texto de César Benjamin tão falado nos últimos dias. Contardo é sempre equilibrado e culto, uma exceção entre colunistas da grande Imprensa. Não mudou de estilo nesse caso.
Sinto um problema nesse episódio. A tensão de Benjamin é personalizada. Ele não comenta o horror prisional e seus efeitos nos comportamentos humanos – pelo contrário, até salienta como conheceu presos legais e respeitosos. Acredito plenamente nesse tópico. A maioria dos presos, todavia, não tem essa sorte.

Conheço gente que trabalha em espaços de confinamentos para jovens. Ocorrem muitos estupros. Certamente, é uma situação medonha que não se reduz, todavia, à personalidade do estuprador, engloba políticas prisionais aviltantes.

A fala de Benjamin é sobre uma conversa. Caligaris coloca essa dimensão em seu devido lugar. Criticando o que bem merece ser criticado.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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