[CONTO] “Angel”, de Gilvânia Machado

Silentes flores embevecidas afagam a tarde em sagrado ritual. Nacos de pão, cálice de vinho, murmúrios de preces, incensos, turíbulos. Sons de sinos.  Ângela contempla o voo do pássaro que plana diante dos seus olhos em êxtase. Flores sobre a lápide do túmulo de um velho monge. Devido a sua alma eremita, gosta do recolhimento.  Caminha sobre as folhas secas e sobre as pétalas que formam um tapete bordado pela natureza. Faz essa caminhada todo final de tarde. Senta-se no banco e coloca seu violino, presente do seu pai, sobre o acolchoado de folhas secas.  Da bolsa, tira o crochê, arte manual que aprendeu com a avó. Gosta de meditar ali e depois fazer seu crochê. Pensa na mãe, sempre de olhar sereno. Uma vez, sua mãe lhe dissera que o sonho da avó dela era ter uma filha freira, mas ela não pôde cumprir esse desejo. Embora muito católica, apaixonou-se pelo músico da igreja. Depois de se casarem e de ela ter nascido, sua avó fez questão de escolher o seu  nome. Os pais não se opuseram. E, assim, foi batizada com o nome de Maria Ângela. 

Amava seus pais. Viviam em harmonia. A mãe gostava de literatura clássica, fazer bordados, crochê – o que aprendera no colégio de freiras.  Seus livros eram guardados com muito zelo e sempre teve a preocupação que a filha também fosse amante da leitura. Ao dormir, contava-lhe histórias.  Seu pai, músico e teólogo, tornou-se um apaixonado pela filosofia de Santo Agostinho. 

Herdou da mãe a paixão pelos livros e por trabalhos manuais. Do pai, herdou a paixão pela música e dedicou-se ao estudo de violino. Fez faculdade de Música e estava se preparando para o mestrado. Além disso, engajava-se em projetos sociais, ensinando violino para as crianças da sua comunidade.

Lembrou-se do dia que a mãe lhe fez uma pergunta, o que é o normal nas mães. Ela assustou-se porque até então não havia pensado naquilo. Sua vida era mais para os livros e para a música. Não sentia falta de um namorado, nem tão pouco de se casar, até porque estava escrevendo o seu projeto de mestrado.

– Ah! Maria Ângela, você pode conciliar seus estudos com a vida de casada. Nós só tivemos você, queria ter mais filhos, mas, infelizmente, minha gravidez era de risco. Mas posso compensar essa falta com meus netos.

E a mãe suspirava, imaginando a casa cheia de netos. Cada membro da família   cobrava de Maria Ângela a realização dos sonhos frustrados deles. A avó a queria freira; a mãe, que ela se casasse e enchesse a casa de netos. Só se afinava mesmo com o gosto do pai: seguir uma carreira acadêmica como ele, que era professor de Música na universidade. Era nisso que tinha que focar. Desejava ser professora universitária. 

– Está certo, minha filha, não vou insistir! De repente, você se apaixona por um belo rapaz e logo sentirá o desejo de se casar e ter filhos. Ah! O amor! Foi assim com o seu pai quando o vi tocando piano na igreja. Tão lindo! E depois me deixou mais encantada quando tocou sax para mim na praia, em plena lua cheia.

– Ah! mamãe, como a senhora é  romântica e apaixonada por papai! Sou feliz por isso!

– Pois eu vou começar a bordar o enxoval do meu neto, pois assim, de repente, quando aparecer um pretendente, vai ser tudo diferente! Você será tocada na alma e no corpo. Aguarde e verá!

Maria Ângela não se chateou com a mãe, compreendia o seu desejo, só que não poderia satisfazê-lo tão cedo.  Em primeiro lugar, estava sua carreira acadêmica. Tinha vários pretendes, bonita e talentosa como era, mas, sempre séria, focada, criava uma barreira entre eles. 

Hora do crepúsculo. Pensou na avó e tocou a música “Ave Maria”. Para Angel – gostava de ser chamada assim – não havia fanatismo. Era religiosa, sim, buscava a espiritualidade, mas tudo tinha uma interligação com as artes. Contemplar a natureza, meditar,  ver seus pupilos aprendendo a tocar, era uma forma de prece, de comunhão. Diferente da família que era presa aos dogmas ainda. 

Ao chegar a sua casa, encontrou a mãe alegre, com um brilho nos olhos.

– Ah filha, tenho uma novidade. Sabe aquela casa que demorou anos fechada porque era de herdeiros e uma burocracia para ser vendida? Pois, até que enfim, todos os filhos herdeiros assinaram. E quem está morando lá é um casal simpático, muito educado. Eles   têm duas filhas: Estela e Sabrina. A primeira, é designer, casada com um suíço. Mora em Berna. Sabrina é solteira, artista plástica e fotógrafa. Faz Artes Plásticas na universidade, mora sozinha no estado de Minas Gerais; portanto, só virá de vez em quando para visitar a mãe.  No momento, ela está passando as férias na Suíça, e curtindo o sobrinho que nasceu.  Tia de primeira viagem. Primeiro neto, primeiro sobrinho. Glória me telefonou, eufórica, dizendo que  as filhas e o genro  virão daqui a quinze dias. Glória vai conhecer o netinho!

E sua mãe, entusiasmada, continuou o relato: 

– Nossa vizinha   quer marcar um café conosco numa tarde dessas para a gente se conhecer. Estou contente. Nós temos afinidades: gostamos de cuidar da casa e do marido.  Gostamos de Literatura! Estamos até pensando em criar um clube de leitura. O esposo dela é arquiteto. 

– Ok, mamãe, pode marcar, sim. Afinal, aqui é uma área de chácaras, mal avistamos um vizinho e essa Glória parece ser bem simpática. Agora, eu vou estudar. 

Nos finais de semana, Maria Ângela gostava de ir para a lagoa. A mãe sentia uma certa preocupação, porque o local era um pouco deserto. 

Naquele dia,  sua mãe  recomendou: 

– Vá, mas tenha cuidado.  Não invente de tomar banho em lugar muito fundo.

Angel beijou a mãe. Gostava desse cuidado dela. Pegou o chapéu, a toalha, os óculos e o violino. Gostava de tocar na beira da lagoa. 

Uma brisa soprava. A mangueira estava cheia de mangas-rosa, o tipo que ela mais  gostava. Lembrou da conversa da mãe.

 “Como será a filha desse casal? Artista plástica, gosta de fotografar.  Deve ter uma alma poética, sensível. Será bom conhecê-la. Mas, ao mesmo tempo, ainda bem que ela mora longe”. 

Tudo isso pensou Maria Ângela. Não gostava muito de estar sempre na companhia de alguém. Amava a solidão, esses momentos em conexão com a natureza. Até quando viajava, era mais um turismo ecológico. 

Ao chegar à beira da lagoa, sentou-se na grama, e colocou os pés na água. “Que delícia de água morna! ”. Suspendeu a saia, deitou-se na grama. Os cabelos longos, loiros e  cacheados reluziam como ouro iluminado pelo sol.

Fechou os olhos e procurou sentir aquele lugar com os outros sentidos: o farfalhar das folhas, a gostosura da água morna, o sol queimando parte do peito, com a blusa entreaberta. Como era bom. Sentia-se em estado de êxtase. 

Passou mais de meia hora assim, quando, de repente, ouviu uma voz dizendo:

– Mas que imagem esplêndida! Um anjo barroco.  Não se mexa, quero  fotografá-la. 

Maria Ângela foi tomada de surpresa! Embora não gostasse que as pessoas tomassem decisão por ela, e sendo mais uma estranha, uma força maior  impediu-a de dizer não, que não a fotografasse. E ficou ali parada, servindo de modelo para a fotógrafa. 

-Ah! Eu queria pintá-la. Queria esse anjo barroco sem roupa, só com essa pele alva e o sol acariciando-a, linda!

Maria Ângela ficou atordoada com todos aqueles elogios audaciosos. No entanto, algo nela, até então desconhecido, deixava-a vaidosa, trazia-lhe um certo prazer em ouvir tudo aquilo.  Ainda mais que a estranha dirigia-se a ela de um modo terno e, ao mesmo tempo, tinha fogo naquelas palavras que a faziam arder.  

– Ah, desculpe-me, meu bem. Deixe que eu me apresente. É porque sua beleza é estonteante e ao mesmo tempo angelical. Eu sou artista plástica, fotógrafa e fico assim quando uma imagem me toca. 

– Eu sei – disse Maria Ângela.

– Sabe? Então você é a filha dos nossos vizinhos. A musicista.   Mamãe quer que a gente se conheça, para ver se eu paro só com uma amizade, porque eu tenho muitos amigos.  Saio muito, sou boêmia, sabe?

– Seu nome é Sabrina.

– Isso. 

– Eu pensei ter ouvido falar que você viria só daqui a quinze dias. Estava na Suíça. 

– Tudo arquitetado. Fizemos uma surpresa para nossos pais. Estamos todos aqui: minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho, coisa mais fofa! – e Sabrina continuou. – Nas videochamadas, mamãe sempre falava desse belo lugar. Que estava realizada. Ela dizia assim: “Sabrina, um lugar lindo para você fotografar”.

– Meu Deus! Seus pais devem estar no céu com essa bela surpresa! Fico feliz por vocês. 

Maria Ângela olhou para a moça e percebeu os olhos fixos sobre ela. Era um olhar ávido, quente, penetrante. Estranhamente, sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Nessa hora, sentiu medo e tentou se levantar. Sabrina não deixou. Prendeu-a com força. E pediu para tirar mais uma foto. 

– O sol está se pondo.  Abra mais a blusa, vai ficar um efeito lindo de luz, um verdadeiro anjo tentador. 

– Não, não. O que você vai fazer com essa foto?

– Vou lhe dar de presente. 

Maria Ângela estava atordoada com o que estava sentindo e lembrou-se das palavras da mãe que disse que ela saberia quando o amor e o desejo lhe tocassem. Quis correr dali mas ficou inerte. Deixou Sabrina desabotoar sua blusa lentamente e fotografá-la. 

Maria Ângela fechou os olhos e todo o seu corpo estremecia com sensações antes não sentidas. Era muito racional. Mas, de repente, aquela moça bonita a hipnotizava. 

Sabrina soprou no ouvido dela:

– Anjo barroco lindo, tentador… – e abriu mais a sua blusa delicadamente; e seus dedos tocaram levemente nos bicos dos seus seios. Num ímpeto, Maria Ângela tentou impedi-la. 

Sabrina disse ofegante: 

– Calma, Angel. É só uma fotografia –  sorriu. – Vamos dar um intervalo. Enquanto isso, chupemos manga-rosa. 

Sabrina colheu duas mangas. Sentou-se na beira da lagoa, ergueu as saias e lavou as mangas. Ofereceu uma para Angel. 

– Desculpe-me, não me leve a mal… Toquei sem querer nos teus seios.  Eu vou aproveitar para tomar um banho, pois está fazendo muito calor.

Naturalmente, Sabrina foi se despindo. Maria Ângela não conseguia desviar o olhar daquela mulher. Olhos grandes, amendoados. O corpo bem-feito. Seios fartos, brancos, bicos rosados. Pareciam duas mangas-rosa. E a boca carnuda, suculenta. Sabrina chupava a manga e deixava-se lambuzar.  Parecia que fazia isso de propósito.

– Quer me fotografar, Maria Ângela?  – perguntou Sabrina de forma provocativa. 

– Não levo jeito para fotografias. Gosto de apreciá-las como objetos de arte. Mas não tenho talento. 

– Então, pega o violino que eu vou lhe fotografar.

– Chega, para com isso Sabrina. Desculpe-me, mas minha mãe já deve estar preocupada. Preciso ir.

– Está certo, Angel. Posso chamá-la  assim, não?  Amanhã, estarei  esperando por você aqui neste mesmo lugar, nesta mesma hora. Nossas famílias não precisam saber que nós já nos conhecemos.

Maria Ângela correu ofegante. Ao chegar a sua casa, a mãe espantou-se com a filha assustada e o rosto ardendo em brasa. 

– O que foi? Por isso não gosto que você saia sozinha. É perigoso.

– Não foi nada não, mãe. Um cachorro bravo que se soltou da mão do dono e eu me assustei. 

– Ah, sim a Glória me contou uma novidade: as filhas chegaram de surpresa.  Está uma festa. Glória me falou que Sabrina está ansiosa para lhe conhecer. Vai ser bom para você, filha.  É sempre tão solitária. Precisa de uma amiga.   Depois o amor virá. E os meus netos também – a mãe piscou o olho e saiu para o jardim. 

Marido, filho, netos… isso não lhe dizia nada. Maria Ângela só pensava nos olhos amendoados de Sabrina. Sentiu um calor percorrer-lhe o corpo ao lembrar da nudez dela; seus pelos  eriçavam,  sentia os mamilos endurecidos, o sexo ardendo. 

Teve uma noite conturbada. Sonhava com  Sabrina chupando aquela manga-rosa. O sumo da fruta sobre os bicos dos seios dela. No sonho, chupava-os com sofreguidão, paixão. Sabrina puxava-a para o fundo da lagoa. Ela não sabia nadar. Acordou suando,  ofegante.  Um misto de desejo e culpa. Pensava na mãe, por ser filha única. Mas estava descobrindo um mundo misterioso de si. Levantou-se, bebeu água e abriu as janelas. Uma lua linda, cheia, tímida, ora se escondia por entre as palhas de coqueiros, ora se mostrava. Parecia um jogo de esconde-esconde. 

No outro dia, pegou o violino e foi para o parque arborizado.  Tirou o violino e começou a tocar. Gostava do olhar alegre das pessoas ao ouvi-la tocar. De repente, um disparo de flash. Era Sabrina fotografando-a. 

Por um momento sentiu-se irritada. Mas, ao mesmo tempo, gostou daquela visita “inesperada”. 

– Eu quero fotografar você tocando violino na beira da lagoa. Vem, Angel, vem. 

– Aqui também é um belo lugar, Sabrina! Por que não me fotografa aqui na praça tocando, registrando as pessoas que apreciam esse momento?

– Porque sou uma profissional, minha cara. Gosto de fotografar por série, dentro de uma temática. Poderemos fazer um ensaio fotográfico aqui, depois. 

Maria Ângela olhou para a capela branca entre os pinheiros, onde, segundo os sonhos de sua mãe, era lá que ela ia se casar. Seu pai tocaria a marcha nupcial. Sua avó, já conformada, pensava nos bisnetos…

Pegou a flor amarela e depositou-a no túmulo do velho monge.  

– Vamos, vamos, Angel em busca dos últimos raios do sol nas margens da lagoa – apressava-a Sabrina.

– Quero você naquela mesma posição que estava quando a vi pela primeira vez, mas nua.  

– Mas como vou tocar o violino?

– E você não pode tocá-lo nua? Quero você vestida de música. Apenas de música.

Angel despiu-se. Delicadamente, Sabrina  colocou-a numa posição em que as águas banhavam seus pés. A forma como juntou-lhe as pernas, fez com o sexo fosse sensualmente velado, havia apenas insinuação.  Os cabelos longos de Angel cobriam-lhe os seios. Ela começou a tocar o violino. Sabrina ficou deslumbrada com tanta beleza. Mas ela sabia do poder que tinha em tocar naquela imagem sagrada, de profanar aquele corpo casto. Isso a deixava excitada.  Mas ela iria com calma e tempo. Sabia esperar o tempo necessário. 

Angel também sentia o perigo lhe rondando. Mas não tinha forças para resistir às investidas daquela mulher. Ao mesmo tempo, reconhecia a delicadeza, a sensibilidade e o talento de Sabrina para a fotografia. Não sentia vergonha de sua nudez. Sabia o que era um nu artístico.

Enquanto tocava, Sabrina a fotografava. Cansada, deitou-se na grama. Já não mais se importava se os seios e  o sexo estivessem totalmente expostos para aquela mulher. Algo nela agora criara raízes, caule, folhas, frutos. Era uma manga-rosa suculenta pronta para ser devorada. Olhou para Sabrina cujos olhos pareciam jabuticabas.  Seus olhos se encontraram. Sabrina aproximou-se e disse:

– Vista-se. Está esfriando, você poderá pegar um resfriado.

Sabia que aquela mulher era especial. Saberia esperar o tempo certo. Não sentia mais malícia, mas uma ternura, um desejo. Sabia que havia encontrado a mulher da sua vida.

Angel obedeceu. Vestiu a roupa. Estava ofegante. Mas entendeu o recado de Sabrina. Haveria, sim, de ser num momento especial, muito especial. 

Deram-se as mãos. Caminhavam caladas, entregues aos pensamentos. Sabrina livre, sem couraças, pensava num futuro cheio de amor, desejo, ternura. Angel, estava entre a alegria da sua descoberta e o receio de malograr os planos da família.  Desejava aquela mulher, queria-a para si de uma forma intensa, pura, cheia de amor.  Não tinha dúvidas. Mas pensava nos sonhos da mãe, na casa cheia de netos.

Falou dos seus receios para Sabrina. 

– Isso não será problema, Angel. Você poderá engravidar, dar netos para sua mãe.

– Ahn!??? – espantou-se Angel.

– Sim, meu bem! Inseminação artificial. Simples assim! Quer se casar de véu e grinalda? Prepare o enxoval.

Angel apertou a mão de Sabrina com ternura. Precisaria da força e do amor daquela mulher para enfrentar tudo aquilo!

Seguiram de mãos dadas pela estrada de barro margeada de cajueiros, jabuticabeiras e mangueiras. Haveria o tempo certo de se deliciarem com todas as frutas e frutos que a vida lhes ofereceria. As mangas-rosa trincavam-se, prontas para o desfrute.

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Gustavo 29 de junho de 2021 23:05

    O conto de Gilvânia Machado é lindo e instigante, pois nos leva a refletir a delicadeza da teia de relações familiares que leva a descoberta da sexualidade da personagem.

  2. Gustavo 29 de junho de 2021 20:05

    O conto de Gilvânia Machado é lindo e instigante, pois nos leva a refletir a delicadeza da teia de relações familiares que leva a descoberta da sexualidade da personagem.

  3. José de Castro 29 de junho de 2021 18:04

    Um delicioso conto de Gilvânia Machado. Escrita leve, evolando uma sensualidade graciosa, que denota a sensibilidade poética da autora. Encantei-me nessa leitura. Parabéns, amiga!

    • Gilvânia Machado 29 de junho de 2021 18:46

      Obrigada! A sua apreciação crítica muito me honra!

    • GustavoLima 29 de junho de 2021 20:22

      O conto de Gilvânia Machado é lindo e instigante, pois nos leva a refletir a delicadeza da teia de relações familiares que leva a descoberta da sexualidade da personagem.

      • Gilvânia Machado 3 de julho de 2021 21:43

        Quero Guga, obrigada pelo feedback! É uma honra a sua leitura! Abração!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo