Contos de política do interior I, de Manoel Cavalcante

-Dotô, eu tô precisano

De ajeitar minha cozinha,

Levantar aquele muro,

O puleiro das galinha

E o sinhô fazeno isso

Vota a famia todinha.

Eita precisão danada…

Tem parede por pintar,

Essa sala por fazer

Esse bojo pra sentar,

Na verdade a casa inteira

Inda tá por terminar.

-Meu cumpade, me perdoe,

Não que eu queira ser grosseiro,

Mas eu só sou canidato,

E o sinhô, pra ser certeiro,

Está precisano aqui

De um selvente e de um predeiro.

Xilogravura: Rubem Grilo

Sou poeta popular e trovador. Malho meu português em duas Academias: a de trovas e a de cordel, ambas do erre-ene. Natural de Pau Dos Ferros, criado na rua da padaria. Tenho troféus oriundos de gols e versos que deram resultado. Agora os amigos são de monte, viu?! Ah, sou dentista formado da fideral e trabalho em Assu, Terra dos Poetas. Massa, né não?! [ Ver todos os artigos ]

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