Contra golpes e ditadores

Laurence,
Senti-me incluído nesse seu “essa gente”, embora nunca tenha defendido a URSS e nem Cuba e nunca me considerei “viúva de Marx”, cuja teoria não conheço em profundidade. Senti-me incluído porque considero, junto com a ONU, OEA, EUA, Cuba, Argentina… além de analistas das mais variadas matizes políticas, que ocorreu um golpe militar em Honduras. Expressei isso aqui. Todas os artigos que li da crise naquele país apontam para isso. Nas análises que li não consta que o presidente de Honduras seja um golpista. Você é o primeiro a afirmar isso (pelo menos que eu tenha conhecimento). Defendo a Democracia e acho que é possível domar e humanizar o Capitalismo. O continente americano sabe de cor como começam e terminam crises institucionais em que as Forças Armadas intervieram. Por isso, qualquer precedente nesse campo deve ser duramente repudiado. Sem subterfúgios. Claramente. Acho um equívoco que intelectuais, sejam de esquerda ou de direita, defendam, usando sofismas ou procurando confundir, ditaduras sob qualquer ideologia.

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