Contra todos os manifestos maniqueístas

A morte do genial Jobs provocou um surto de opiniões radicais e extremadamente apaixonadas ao redor do mundo. Alguns textos, apesar disso, mostraram – com algum bom senso – que se pode reconhecer, sim, que havia qualidades (e até muitos defeitos) no homem recentemente morto e que deixou um legado importante para a humanidade. Avançou, sensivelmente, no campo da inteligência e da comunicação (e todos, de uma forma ou de outra, tiramos proveito disso – alguns até demais), sendo revolucionário no que fez e trazendo o seu lado humano, mesmo que demasiado, em práticas e atitudes empresariais, políticas, científicas.

Vi, em tudo isso que li na última semana, que ter ideias ainda continua sendo perigoso. E opinar com independência e sem radicalismos conservadores ou prafrentex parece ser tanto quanto…

Evidentemente que o conceito de “gênio” possui um caráter de subjetividade que pode alcançar o infinito. Mas, reconhecer genialidade em figuras como Jobs não significa endeusá-lo, volto a afirmar. Como tratar Cristo como gênio é tão-somente humanizá-lo e tirá-lo da condição de divindade, ao menos por um lapso de realidade terrena, tão necessária e às vezes ausente em alguns celebrados intelectuais.

Do que tenho lido ultimamente, uma lição muito forte me restou: devemos fugir, a passos largos, do fanatismo maniqueísta, intolerante e autoritário. Esse caminho que devemos rejeitar é e sempre será o verdadeiro início de toda a ignorância e obscuridade.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 14 de outubro de 2011 10:32

    HAI-KAI: grafite:/ tudo bem em wall street/ tudo mal em wall street

  2. Jarbas Martins 14 de outubro de 2011 10:29

    OK/KO

  3. Lívio Oliveira 13 de outubro de 2011 16:54

    Jarbas = Knock-out!

  4. Jarbas Martins 13 de outubro de 2011 16:20

    Compadre Lívio Oliveira: Gostei do heterônimo Jobs Martins, e das antonomásias “líder das massas e apreciador das maçãs ancestrais”…Mimos estilísticos de um grande poeta e amigo. E, dado às nossas afinidades, consolidadas pelos laços do compadrio, queria que você avisasse ao poeta João da Mata, que eu não estou disposto a ouvir piadas preconceituosas.Tenho meus dias de Jabs Martins ( heterônimo que me deu o poeta Nei Leandro, depois de receber uma dúzia desses socos).Abraços deste pobre bardo ang(l)icano.

  5. Lívio Oliveira 13 de outubro de 2011 14:51

    Em verdade, gosto muito mais de Jobs Martins, compadre e mestre, líder dileto das massas e apreciador das maçãs ancestrais.

    Steve Jabs já se foi… Deixemos que descanse em paz!

  6. Lívio Oliveira 11 de outubro de 2011 13:13

    Ok!

  7. Jarbas Martins 11 de outubro de 2011 10:59

    ok, grande Lívio.

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