Conversas com Aldo e Demétrio

TC

Eu e Demétrio Diniz estivemos ontem à noite no apartamento de Aldo Lopes e Alessandra. Fui conhecer seus famosos dotes de cozinheiro, que já haviam passado pelo exigente crivo do poeta de “Haveres” (poesia) e de “Sob o Céu de Natal” (inédito de contos, no prelo – alguns já publicados aqui).

Hoje posso dizer que a propaganda de Demétrio foi até tímida diante da perícia do paraibano na cozinha. A conversa correu solta até bem 1 hora da manhã, vinho, cerveja e umas carnes que mesmo um quase vegetariano como eu não resistiu. Como penitência ficarei uma semana longe desse tipo de carne – rs.

Lá pras tantas Aldo me mostrou as ilustrações que o poeta e artista plástico Alberto Lacet fez para “O Dia dos Cachorros” e que publicamos aqui junto com os dois últimos capítulos.

Eu e Demétrio concordamos que elas lembram Doré, são muito bonitas e inteiramente sintonizadas com o romance. Trabalho de profissional!

O livro de Aldo já estava no prelo pra ser editado, mas a editora responsável entrou em dificuldades e agora não se sabe quando a nova edição – revista -, que vimos publicando no SP nas últimas semanas, será publicado.

Nossa torcida é que a editora supere as dificuldades ou que apareça logo outra pra editar o livro, que se já era bom, ficou ainda melhor depois de reescrito de forma quase obsessiva nos últimos dois anos.

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. demetrio 3 de novembro de 2011 8:34

    O melhor da cozinha de Aldo Lopes é que depois de uma garrafa de vinho, e para nosso deleite, ele se revela o grande intelectual que é. Tira do baú filmes de Kurosawa, Triffaut e Pasolini, comenta a ¨Divina Comédia¨como se fosse folheto de cordel. Desse pão e dessa carne, Tácito, não dá para passar uma semana de abstinência. A gente quer mais no dia seguinte. Que tal marcar logo?

  2. Aldo Lopes de Araújo 2 de novembro de 2011 20:14

    Generosidade sua, Tácito.
    Sou um sobrevivente. Invento pratos.
    Nasci no polígono das secas, por issso acho que tenho um problema com a fome. Um troço mal resolvido, deve ser.
    Falar em Lacet, que é também poeta, seu livro está a poucos centímetros da borda da esteira rolante da impressora, prepuciado
    pelo enfant terrible Alexei Bueno.
    As ilustrações que ele produziu para o meu livro são bárbaras.
    Conto com o seu apoio para divulgá-las, ilustrando o restante dos capítulos, para o deleite dos leitores do SP, a exemplo de Anchieta, também poeta-pintor das terras areiabranquenses.

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