COR DA NOITE

(Para Anne Guimarães)

a cor da noite é o medo
te varando noite adentro
o gozo virá ou não
restarão desejo e prazo

a cor da noite é enquanto
minha mão entre teus pelos
nunca mais será agora
o gosto de cada corpo

a cor da noite é parada
tom sobre tom todas peles
a beleza de estar livre
dentro de ti ancorado

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Anne Guimarâes 4 de fevereiro de 2011 19:10

    Marcos…
    E que venham os diálogos…
    novos poemas, novas estrelas dos céus comuns no SP.
    Abraço terno.
    🙂

  2. Marcos Silva 4 de fevereiro de 2011 11:46

    Anne:

    Palavra puxa palavra. Quero dialogar mais com vc.

    Marcos Silva

  3. Anne Guimarães 4 de fevereiro de 2011 9:08

    Marcos, querido…
    Nem sei o que dizer direito depois de absorver palavras
    escarlatemente púrpuras…
    O título do seu poema me remeteu às cenas ousadas do filme A cor da Noite (com Bruce Willis) onde a magia das sensações é muito bem explorada pelo casal protagonista.
    Enfim…
    Agradeço a poesia, a surpresa, a cor da sua noite…
    Vou guardar com carinho.
    Vou sorrir ao lembrar.
    🙂

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