Cordel da avenida Nove

Alecrim 100

Abrindo a Caixa da Infancia

Vindo de misto de Caicó
No alecrim eu cheguei
Com um ano de idade
Na rua nove me criei
Menino não tem idade
Foi lá que eu brinquei

A casa era uma travessa
Lugar muito pequenino
De frente a vila Nóbrega
Lugar de gente granfino.
Lá morava o Reinaldo
Maninho e outros meninos

Na rua sem asfalto
Quebra-canela armava
Brincava de tica-cola
Bola-de-gude eu jogava
Não tinha hora pra nada
E mamãe me chamava

Como é linda a infância
Brincada com os amigos
A rua um grande palco
De areia e sem perigo
A criação sem limites
Colegas sem inimigos

O carro é lata-de-leite
A bola feita de meia
O jogo de bilocas
Três barrocas na areia
João entre pra casa
Senão você leva peia

Uma vez pegou morcego
Num caminhão de lixo
Não esperava o banho
De cocô e outros bichos
Muitos perfumes passou
Mas aquilo ficou fixo

Pobre vive de teimoso
Tem um ditado que diz
Comprar quarto de açúcar
E água no chafariz
Emprestado ao vizinho
Mesmo assim era feliz

Em quase meio século
Muitos nomes lembrados
O Reinaldo era um craque
No desenho e seriados
O maninho bom de bola
O palito e outros danados

Outro grande amigo meu.
Está no céu a lembrar
Era Neto o meu primo
Cabra bom de brincar
Dona Xixi professava
À família desarnar.

Chico fumava Minister
O Alecrim era uma feira.
Seu Lourival fabricava
Mala de muitas madeiras
Tinha Seu Amaro e Aidê
Zé Coelho, Dedé e Oliveira

Alguns meninos na vila
Daniel, Célia e Carlinhos
Da Minha irmã Miriam
Seu João era o padrinho
Tenho muitas saudades
Ao recordar de Joãozinho

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 28 de maio de 2010 8:59

    Caro Amigo Oreny,

    Bela lembrança, Dona Joaninha

    Vou escrever sobre ela.

    Seu Otacilo faleceu outro dia

  2. Oreny Júnior 27 de maio de 2010 21:49

    Dona Joaninha, Seu Otacílio, Juracy…Saudade dói..
    Abração

  3. Antonio Terrazzo 27 de maio de 2010 20:57

    O que é de se lamentar é que o que a deputada falou não seja motivos de debates acirrados no meio da sociedade. Enquanto não for discutido e resolvido a bandalheira que existe nos orgãos policiais, nas instituições políticas, e no poder judiciário, não adianta aumentar as penalidades para bandidos desqualificados. Enquanto todos os nossos tribunais de contas não forem preenchidos por concurso público não seremos uma nação séria. Por que a adoção de de concursos públicos para o preenchimento de vagas de conselheiros em todos os tribunais de contas não se torna uma bandeira defendida pelos presidenciáveis ?. Ver a bravura da deputada lavou minha alma. Palmas que ela merece.

  4. Tânia Costa 27 de maio de 2010 17:48

    Oi querido D´amata!
    Abrir a minha “caixa de brinquedos”, impulsionou a alguns (as) pessoas reaverem as suas próprias. Bom, meu amigo! Muito bom!
    Beijos,

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