Crítica e ficção

Amigos e amigas:

A escritora Patrícia Melo declarou, na FLIP 2010, que “A crítica literária é simplista, muito pobre e tem muito pouca técnica” (FSP, 11.8). Patrícia está sendo simplista e demonstra pouca técnica (não direi que é pobre porque nada tenho contra essa categoria, não a considero um defeito). Ela não indica nomes dos críticos que evidenciam aquelas características. E demonstra ignorar história: Antonio Cândido foi crítico na Imprensa cotidiana, como se sabe: onde estão seus sucessores?

Além de não indicar nomes, falta Patrícia analisar o fenômeno: que aconteceu com a crítica literária no Brasil (e noutras partes do mundo a diferença é pequena)?
Tentativa de resposta: a crítica foi para a universidade e para a Imprensa especializada. A grande Imprensa publica notícias, geralmente ligadas a grandes editoras e best-sellers.
A universidade, exercendo a crítica, demonstra qualidades e defeitos: em geral, tem técnica e complexidade analítica; frequentemente, evita abordar o que não é canônico – os autores contemporâneos, quase sempre, dançam.
Alguém precisa orientar Patrícia a ser mais precisa nas críticas à crítica. Rubem, nesse caso, falhou.
Abraços a todos e todas:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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